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Francisco Pinto Balsemão “foi uma personagem única que traçou um caminho único no jornalismo"

Clara Ferreira Alves, jornalista e cronista do Expresso, relembra a forma carinhosa como Francisco Pinto Balsemão era tratado nos corredores do “vagamente trapalhão e muito bem feito” jornal Expresso em tempos idos, local onde a amizade entre ambos germinou.  

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Clara Ferreira Alves, jornalista e cronista do Expresso, é uma das muitas pessoas que se cruzaram com Francisco Pinto Balsemão, que morreu esta terça-feira aos 88 anos. Tem, por isso, várias histórias para partilhar de alguém que recorda com grande estima.

Clara Ferreira Alves, jornalista e cronista do Expresso, considera o fundador da SIC e do Expresso uma “figura central” da sua vida e da democracia portuguesa.

Relembra a forma carinhosa como Francisco Pinto Balsemão era tratado nos corredores do “vagamente trapalhão e muito bem feito” jornal Expresso em tempos idos, local onde a amizade entre ambos germinou.

Naturalmente triste e emocionada com a morte do social-democrata, como a própria admite, não esquece que ex-primeiro-ministro era também jornalista e menciona alguns episódios marcantes que viveu enquanto jornalista ao seu lado, nomeadamente o trágico incêndio no Chiado, em Lisboa.

Confessa já sentir saudades de Francisco Pinto Balsemão, sentimento que surgiu pela primeira vez, lembra, na altura da fundação da SIC, quando o empresário passou a dividir a atenção que dava ao Expresso.

“Foi uma personagem única que traçou um caminho único no jornalismo português [...] Sabia exatamente como dosear o seu poder e a sua autoridade e sabia negociar”, completa.