A prova exige indícios "graves, precisos e concordantes", mas no caso da Operação Babel o que há são mensagens, vigilâncias e escutas que permitem diversas interpretações.
O argumento é do advogado de defesa do ex-vice-presidente da câmara da de Gaia, que diz ainda que, onde o Ministério Público viu corrupção, devia ter visto decisões ponderadas, com vista ao interesse público do município e não a vantagens privadas.
Antes, nas alegações finais do Ministério Público que se prolongaram por várias sessões, o procurador tinha pedido para o ex-autarca uma pena entre os oito e os 12 anos de cadeia de preferência, aliás, acima dos 10 anos de prisão.
Além disso, defendeu que Patrocínio Azevedo, que foi n.º 2 da autarquia desde 2013 a 2023, deve ficar impedido de exercer funções públicas durante seis anos.
O antigo número dois da Câmara de Gaia é suspeito de ter recebido contrapartidas financeiras, por intermédio do amigo e advogado João Pedro Lopes, para facilitar o licenciamento de projetos urbanísticos de luxo do Grupo Fortera e de Paulo Malafaia.
