País

Hospitais suspendem atividade programada devido ao aumento dos casos de gripe

As cirurgias agendadas vão ficar por fazer para que as camas que seriam ocupadas pelos doentes saídos do bloco fiquem livres para os doentes dos serviços de urgência. 

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Muitos hospitais do país vão parar a atividade programada em contingência contra a gripe. Enquanto isso, o tempo de espera nas emergências das unidades públicas nacionais está a aumentar de dia para dia. Esta sexta-feira, em alguns hospitais, o tempo médio de espera, em observação, é superior a 20 horas. 

O alerta é da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Até, pelo menos, domingo, muitos hospitais do país vão parar a atividade programada em contingência contra a gripe.  

As cirurgias agendadas vão ficar por fazer para que as camas que seriam ocupadas pelos doentes saídos do bloco fiquem livres para os doentes dos serviços de urgência. 

Penafiel, Leiria, Tâmega e Sousa ou São João, no Porto, já avançaram com os adiamentos. 

Enquanto isso, o tempo de espera nas emergências das unidades públicas nacionais está a aumentar de dia para dia.  

Tempos de espera por todo o país

 Em alguns hospitais, o tempo médio de espera, em observação, é superior a 20 horas. 

Entre as 10:30 e as 11:00 desta sexta-feira a maioria dos hospitais da Grande Lisboa tinha esperas acima dos dois dígitos. 

No Hospital de Santa Maria esse tempo rondava as 16h, no São José aguardavam-se quase 12, no S. Francisco Xavier era preciso aguardar quase 18 horas; no Beatriz Ângelo, em Loures, a espera era idêntica. 

No Hospital de Vila Franca de Xira, o tempo médio de espera em observação ia além das 11 horas. 

No Amadora-Sintra, esse período era superior às nove horas e no Garcia de Orta, em Almada, os utentes tinham de esperar 11 horas e 40 minutos. 

O Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, era um dos mais demorados, com mais de 20 horas de espera. 

No do Barreiro, o tempo médio era superior às de 12 horas. 

No Alentejo, o Hospital do Espírito Santo, em Évora, registava 22 horas e 38 minutos. 

Em Faro, no Algarve, esse tempo descia para as 13. 

No Centro do país destacam-se os hospitais da Universidade de Coimbra, com quase 16 horas de espera, e o de Leiria, onde se aguardavam mais de 20 horas. 

No Norte, o S. João, no Porto, registava um tempo médio de espera em observação de cerca de nove horas e, no Santo António, chegava às 11 horas. 

As autoridades de saúde apelam aos utentes para que, antes de se dirigirem à urgência hospitalar, contactem o SNS 24 para evitar deslocações desnecessárias às urgências.