Geração 80

Podcast

“Tive uma educação rígida e não é mau. Uma coisa rija não parte. É algo bom da nossa geração, esta rigidez criou pessoas sólidas”

Vem de uma família de “betos desempoeirados” e com uma educação “rígida”. Começou a ir ao teatro com a avó Ana e mesmo que pelo caminho tenha tirado um curso de Marketing e ter estudado para ser padre, a paixão pela representação e o sonho de ser ator sempre esteve lá. Vasco Pereira Coutinho, a Tia Bli, a enfermeira Lourdes e a professora Regina são os convidados do episódio especial do Geração 80 gravado ao vivo no Festival Tribeca

Nasceu em maio de 1987, em Lisboa. Cresceu numa família de “betos desempoeirados” com uma educação “rígida”, mas sem amarguras ou amarras.

No colégio nunca foi adorado pelos colegas, não tinha muitos amigos a não ser a prima e o grupo dela. A ida para o Liceu foi o “auge da liberdade”. “Foi onde comecei a ser feliz”, conta.

A ligação ao teatro vem da infância, das idas ao Chapitô com a avó Ana. Gostava de criar as suas personagens, mas nada a sério - "era uma brincadeira”, recorda. O caso tornou-se sério quando o pai o obrigou a fazer os testes para o conservatório, não passou porque não soube imitar um “macaco bebé cego”.

Em criança passava férias numa casa que o avô tinha na falésia da Senhora da Rocha, perto de Armação de Pêra, no Algarve. Eram três meses em família, de julho a setembro, num “ócio total, não destrutivo”, lembra.

Já teve várias vidas e viveu várias personagens. Depois do curso de Marketing decidiu seguir um caminho que já o acompanhava desde a adolescência, desde a altura em que deu catequese. Quis ser padre e foi estudar para o seminário em Roma.

Regressou de Itália porque o caminho ainda não era por ali. "Ser ator, esta profissão, é a minha, eu fui feito para esta. Eu acho que nasci para isto”, explica.

Vasco Pereira Coutinho, a Tia Bli, a enfermeira Lourdes e a professora Regina são os convidados do episódio especial do Geração 80 gravado ao vivo no Festival Tribeca.


Livres e sonhadores, os anos 80 em Portugal foram marcados pela consolidação da democracia e uma abertura ao mundo impulsionada pela adesão à CEE. Foram anos de grande criatividade, cujo impacto ainda hoje perdura. Apesar dos bigodes, dos chumaços e das permanentes, os anos 80 deram ao mundo a melhor colheita de sempre? Neste podcast, damos voz a uma série de portugueses nascidos nessa década brilhante, num regresso ao futuro guiado por Francisco Pedro Balsemão, nascido em 1980.

Episódios