Perguntar Não Ofende

Há tempo e espaço para o Bloco de Esquerda renascer? José Manuel Pureza, coordenador do partido, responde a Daniel Oliveira

A crise do Bloco é descrita como existencial, agravada pela escassez de militantes, pela falta de recursos próprios e pela perda de representação parlamentar, que limita drasticamente a visibilidade política do partido. É neste contexto que José Manuel Pureza assume a coordenação do Bloco de Esquerda e vem ao Perguntar Não Ofende conversar com Daniel Oliveira

José Fonseca Fernandes

Esta conversa com José Manuel Pureza no Perguntar Não Ofende parte do contraste entre o passado recente do Bloco de Esquerda e a sua situação atual. O episódio revisita um partido que alcança votação expressiva e forte presença parlamentar sem nunca conseguir uma implantação social sólida, seja no plano autárquico, sindical ou militante. Essa fragilidade estrutural surge como elemento central para explicar a dificuldade em interpretar mudanças no país e em resistir a contextos políticos adversos. O declínio eleitoral recente ocupa um lugar central na entrevista. A queda para uma deputada única é apresentada como um ponto de rutura que obriga a uma redefinição estratégica e organizativa.

José Fonseca Fernandes

A crise do Bloco é descrita como existencial, agravada pela escassez de militantes, pela falta de recursos próprios e pela perda de representação parlamentar, que limita drasticamente a visibilidade política do partido. É neste contexto que José Manuel Pureza assume a coordenação do Bloco. A entrevista enquadra a sua escolha como um regresso às origens do partido, com uma liderança associada à moderação e à primeira geração bloquista. Fora do Parlamento, Pureza enfrenta simultaneamente uma crise política, organizativa e financeira, sendo chamado a fazer balanços do passado recente para perceber se deles podem emergir pistas para o futuro, seja através de um renascimento do Bloco, seja como parte de um processo mais amplo de reconstrução da esquerda.

José Fonseca Fernandes

É mais que uma entrevista, é menos que um debate. É uma conversa com contraditório em que, no fim, é mesmo a opinião do convidado que interessa. Quase sempre sobre política, às vezes sobre coisas realmente interessantes. Um projeto jornalístico de Daniel Oliveira e João Martins. Imagem gráfica de Vera Tavares com Tiago Pereira Santos e música de Mário Laginha. Subscreva (no Spotify, Apple e Google) e oiça mais episódios:

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