O B10 é um SUV de linhas arredondadas, design com a virtude da sobriedade, o que não significa uma imagem menos moderna. Pelo contrário, a combinação, feita com alguma elegância, resulta num automóvel de proporções bem equilibradas nos seus 4,15 metros de comprimento, dimensões que ganham expressão na distância entre eixos (2,735 m) que contribui para uma boa postura em estrada, reforçada pelas jantes de 18 “.
Frente bem resolvida, respeitando o ar de família, duas linhas de luz, com os faróis “descaídos”, entrada de ar inferior, consegue um conjunto que evita o aspeto de bloco incaraterístico tipo “chapão”. O perfil vai para a solução da cintura alta e um pilar C pequeno, cortado pela baixa superfície vidrada, portas levemente esculpidas, aros vincados sobre as rodas. Silhueta simples com tejadilho levemente inclinado para encaixar o defletor aerodinâmico. Na traseira, ombros saídos, portão muito limpo, destaca-se o já comum fio de luz a ligar as óticas, neste caso interrompido para deixar uma pequena faixa sobre a designação Leapmotor. Um SUV discreto!
No interior não vamos encontrar um daqueles requintados chineses, mas levando em conta o segmento em que este Leapmotor se insere, a qualidade é assinalável e a construção rege-se por padrões aos quais os asiáticos já nos habituaram. Bancos agradáveis (apoio lateral podia ser mais vincado), volante achatado, painel de instrumentos simples e bem visível, ecrã central tátil de 14,6 polegadas assente num tablier de design interessante, o minimalismo habitual, consola flutuante e as “gracinhas” com a luz ambiente, a juntar à luminosidade proporcionada pelo tejadilho panorâmico, criam um espaço simpático a bordo. O sistema LEAP OS 4.0 Plus oferece visuais 3D imersivos, exibição de múltiplas aplicações e controlo remoto total através da aplicação móvel Leapmotor. O veículo suporta atualizações over-the-air ilimitadas, mantendo o sistema continuamente atualizado e adaptável a inovações futuras.
A habitabilidade dispensa críticas. Quanto à bagageira, 430 litros de capacidade, volumetria interessante.
TRÊS VERSÕES, DUAS BATERIAS, UM MOTOR
O B10 é alimentado por um motor elétrico que desenvolve 218 cv e 240 Nm de binário, capacidade ajustada. Acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 8 segundos e atinge uma velocidade máxima de 170 km/h. Estão disponíveis duas opções de bateria: o pack Pro de 56,2 kWh, que oferece até 361 km de autonomia WLTP, e o pack Pro Max de 67,1 kWh, que promete até 434 km. Ambos têm um carregador embarcado AC de 11 kW e proporcionam carregamento DC ultrarrápido até 168 kW, permitindo levar a bateria de 30 a 80% em menos de 20 minutos.
A gama vai contemplar duas versões: Life, com tejadilho panorâmico de vidro com 1,8 m² e cortina elétrica, jantes de liga leve de 18”, câmara de estacionamento de 360°, um pacote ADAS com 17 funcionalidades e faróis em LED com máximos automáticos. A versão Design acrescenta bancos em couro ECO, sendo os dianteiros aquecidos, ventilados e ajustáveis eletricamente.
Tração traseira, distribuição de pesos 50x50, afinação do chassis projetada pela Stellantis, suspensão traseira multi-braços, dão-lhe um toque ao gosto dos condutores europeus. Ao volante, e debaixo de chuvada intensa, num primeiro contato, o B10 deixou boa impressão. Três modos de condução, outras tantas regulações da direção e da regeneração permitem encontrar a medida do gosto de cada um. Ágil, despachado quanto baste é uma proposta de cariz familiar capaz de satisfazer e que transmite segurança.
Os preços, na campanha de lançamento, arrancam nos 27 600€, para o Life Pro, com a bateria de 56,2 kWh; 29 500€ para o Life Promax e 30 900€ para o Design Promax, ambos com a bateria de 67,1 kWh. Finda a campanha, os preços serão, respetivamente, de 29 285€, 31 285€ e 32 785€.
Dentro em breve, o B10 será fabricado na Europa, muito provavelmente numa unidade em Espanha.

