Silva Pires

Jornalista

Volante

Mitsubishi Grandis também é herança Renault

A Mitsubishi continua a recorrer à Aliança que partilha com Renault e Nissan para manter uma presença no mercado europeu, que decidira abandonar, e aproveita agora a base do Symbioz para lançar um novo Grandis, motorizado por um MHEV 1.3 turbo com 140 cv disponível a partir de 31 990€. 

Mitsubishi Grandis também é herança Renault
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Terceiro modelo a seguir esta política, depois do Colt (Clio) e do ASX (Captur), o Grandis distingue-se do do C-SUV francês pela dianteira que recebe mais uma derivação da assinatura Dynamic Shield, agora conjunto de barras encaixadas abaixo do capô elevado, na originalidade do espaço concâvo que marcou os Renault até à chegada do novo Clio.

Com o emblema dos diamantes ao centro, projeta-se num triângulo negro que inclui a entrada de ar e lhe transmite personalidade própria. As luzes diurnas, muito dinâmicas estão ao lado. Outra distinção, o chamado Sculptural Hexagon no design da traseira. De resto, o mesmo perfil, linhas suaves e simples dos painéis laterais projetados para a promessa de espaço do vão traseiro. Mede 4,41 metros e é significativamente mais pequeno do que o modelo anterior (-35 cm).

O interior, vulgar, replica o Symbioz e só o símbolo no volante (boa pega) faz a diferença. Tal como no Renault, há um habitáculo que aproveita a ideia do casulo, para usar a imagem dos franceses. A estrutura do tablier já vem novo Captur. Há apenas um nível de equipamento (Intense), cuidado mas simples, com plásticos de escolha aceitável e bancos em pele e tecido. A construção dispensa reparos.

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Painel de instrumentos de 10”, com boa visibilidade, ecrã vertical dotado do sistema multimédia OpenR Link com Google integrado. Integra o ecossistema Google o que permite às aplicações, bastando iniciar sessão com a respetiva conta de utilizador. Estão disponíveis Google Maps, Google Play e Google Assistant, este último com reconhecimento de voz para controlar a navegação, reprodução de multimédia, funcionalidades do telefone e do veículo. Apple CarPlay e Android Auto funcionam sem fios, incluindo todas as aplicações relevantes e acesso aos comandos de voz da Siri e do Google. Os dispositivos móveis podem ser carregados por indução até 15W ou ligados a uma das quatro portas USB disponíveis no habitáculo.

A modularidade é um dos aspetos marcantes do novo Grandis. A segunda fila avança 16 cm e rebatido o banco por inteiro temos um fundo plano. Como não há rebordo na mala, carregar e descarregar bagagem ou objetos é simples. Quanto a capacidade, 576 litros ou 1 682 litros, com os bancos rebatidos.

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Como é natural, aumenta-se a capacidade da mala, reduz-se o espaço para os passageiros. Sobram, neste caso, 22 cm para as pernas de quem se sentar atrás. Acanhadinho… face ao ao conforto com o banco na posição normal.

CAIXA MANUAL OU AUTOMÁTICA DE DUPLA EMBRAIAGEM

Em termos mecânicos, temos um motor de 4 cilindros, turbo, 1.3 MHEV com injeção direta e 140 cv de potência, acoplado a uma caixa manual de 6 velocidades ou automática de dupla embraiagem com 7 velocidades. O sistema MHEV que equipa o Grandis combina a da tecnologia de combustão com um gerador de arranque acionado por correia e acoplado a uma bateria de iões de lítio de 12V. Com este sistema, a energia pode ser recuperada durante as fases de desaceleração e travagem, ou ser utilizada para fornecer um reforço de binário. O Grandis cumpre a aceleração dos 0 aos 100 km/h em 10,6 s (9,4 s na versão com caixa automática) e regista um consumo combinado de combustível de apenas 5,9 l/100 km. O condutor tem à disposição um modo “Eco”, para quando a eficiência de condução é uma prioridade.

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A condução, num primeiro contacto, revela um carro honesto, pouco temperamental e com uma traseira algo leve. O consumo alcançado, num percurso variado, percorrido em ritmo normal, andou à volta dos 7 litros aos 100 km.

O equipamento de série contempla ar condicionado automático, travão de estacionamento elétrico, sistema de arranque sem chave, faróis full-LED, luz ambiente “mood light”, apoio de braço dianteiro, volante em couro sintético, bancos em tecido e couro sintético, ajustáveis em altura à frente, rebatimento elétrico dos espelhos retrovisores, vidros traseiros escurecidos, jantes de 18 polegadas.

Entre as ajudas à condução (apoiadas por 12 sensores ultrassónicos, quatro câmaras e um radar frontal) contam-se, alerta de ângulo morto; reconhecimento de sinais de trânsito; máximos automáticos; manutenção na faixa; aviso de saída segura de ocupante e alerta de tráfego cruzado. Ainda cruise control adaptativo, monitorização da pressão dos pneus, além de sensores de estacionamento dianteiros, laterais e traseiros e câmara com visão de 360º, que funciona entre 0 e 10 km/h. A variante de caixa automática adiciona o assistente de estacionamento automático e o sistema Mi Pilot, o quql ajuda a adaptar a velocidade ao contexto da estrada e a manter o veículo centrado na faixa, sendo capaz de o parar totalmente. Possui três definições, para escolher o nível de controlo sobre a velocidade do automóvel.

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A versão de caixa manual é proposta por 31 990€ e a automática, 34 990€. A garantia é de 8 anos ou 160 mil km.