Desporto

Cerimónias fúnebres de Maradona entre quinta e sábado no palácio presidencial

Enrique Marcarian

Vai ser feita a autópsia mas "não foram encontrados sinais de crime ou violência" no corpo do ex-jogador de futebol.

As cerimónias fúnebres do ídolo do futebol Diego Maradona que morreu esta quarta-feira aos 60 anos, terão início na quinta-feira e decorrerão durante três dias no palácio presidencial da Argentina, revelou um porta-voz da presidência.

Em declarações à imprensa internacional, o porta-voz da presidência, Mario Huck, explicou que a cerimónia irá decorrer "na Casa Rosada", o palácio presidencial da Argentina, entre quinta-feira e sábado, noticia a agência AFP.

O procurador-geral de San Isidro, província de Buenos Aires, John Broyad, sublinhou que a morte de 'El Pibe' "só teve causas naturais" e que no seu corpo "não foram encontrados sinais de crime ou violência", mas que será realizada uma autópsia.

"Infelizmente, com uma dor tremenda, podemos confirmar a morte aproximadamente às 12 horas [15:00 em Lisboa]", realçou Broyad durante uma conferência de imprensa.

"A autópsia será feita com o objetivo de especificar o motivo da morte. A morte só tem características naturais. Não há indícios de violência", acrescentou.

O procurador-geral disse ainda que foram os elementos "mais qualificados" da polícia científica daquela região que estiveram na habitação onde Maradona faleceu.

MORTE DE DIEGO MARADONA

A antiga estrela do futebol mundial, Diego Armando Maradona, morreu esta quarta-feira aos 60 anos.

A notícia foi avançada pela imprensa argentina e confirmada pelo seu agente e amigo Marias Morla, segundo a agência espanhola EFE.

Maradona, que foi operado a um coágulo na cabeça no final de outubro, terá sido vítima de uma paragem cardíaca, em casa, no bairro de San Andrés, perto de Buenos Aires.

O Governo argentino decretou três dias de luto nacional e a UEFA decretou um minuto de silêncio antes dos jogos da Liga dos Campeões de futebol e da Liga Europa, na quinta-feira.

A CARREIRA E A QUEDA

Nascido num bairro pobre de Buenos Aires, em 1960, Diego Armando Maradona começou a carreira futebolística nos Argentinos Juniors, em 1976, aos 16 anos.

Amplamente considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos, viveu o momento mais alto da carreira em 1986, com a conquista do Mundial de futebol ao serviço da seleção argentina, no México.

Diego Maradona exibe a taça do Campeonato do Mundo de 1986, depois da Argentina ter vencido a Alemanha.

Diego Maradona exibe a taça do Campeonato do Mundo de 1986, depois da Argentina ter vencido a Alemanha.

CARLO FUMAGALLI

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 2001, ficou ainda marcada pela conquista de dois campeonatos italianos, uma Taça, uma Supertaça e uma Taça UEFA arrebatada ao serviço do Nápoles. Pelo Barcelona, venceu uma Taça do Rei, uma Taça da Liga e uma Supertaça

Maradona viu-se envolvido na teia do doping, em 1990, e foi suspenso 15 meses. Em 1992, foi para o Sevilha já com a carreira em queda e a dependência da cocaína acabou por o afastar dos relvados. Terminou a carreira no Boca Juniors, em 1997.