Economia

Braço de ferro nas negociações da Groundforce continua

Os trabalhadores voltaram a protestar contra o atraso no pagamento dos salários.

Os trabalhadores da Groundforce voltaram a manifestar-se esta sexta-feira, no dia em que começaram a ser processados os salários em atraso de fevereiro. Mas mantém-se o braço de ferro nas negociações entre o Governo e o principal acionista da empresa.

À revelia de Alfredo Casimiro, o principal acionista, o presidente do Conselho Executivo da Groundforce, Paulo Leite, avançou com o processamento até 75% dos salários em atraso, num valor máximo de 500 euros. Este pagamento foi possível graças ao dinheiro em caixa de 1.260 mil euros.

Há, no entanto, trabalhadores que poderão receber quantias mais elevadas por causa do apoio da segurança social relativo à redução do período normal de trabalho.

Alguns trabalhadores já receberam o salário em atraso, mas continua o impasse entre o Governo e o principal acionista. Ao final da manhã, Alfredo Casimiro garantia concordar com todas as exigências feitas publicamente pela tutela, mas à tarde voltou à mesa das negociações com o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações.

Na origem do braço de ferro estarão as datas de execução e os valores do empréstimo: a TAP avança com pouco mais de dois milhões de euros, mas Alfredo Casimiro já tinha pedido mais.

Sem soluções à vista, os trabalhadores desdobram-se em protestos. Esta sexta-feira foi convocada uma manifestação em frente ao Ministério das Infraestruturas, que está a ser palco das negociações. Os 2.400 trabalhadores dizem que a empresa é vital para o país e falam de uma situação crítica para muitas famílias.

Pedro Nuno Santos não falou com o principal acionista da Groundforce, mas sentou-se com os representantes dos trabalhadores que, mesmo com o acordo à vista, asseguram que a luta é para continuar. Para segunda-feira está agendado um novo protesto.