Economia

Análise à suspensão da nomeação de Vítor Fernandes para o Banco de Fomento

O PSD fala numa decisão "super tardia" e o PCP quer conhecer o "critério de interesse público". João Vieira Pereira considera que se está a fazer "um julgamento bastante precipitado".

A suspensão da nomeação de Vítor Fernandes para presidente do Banco de Fomento esteve em análise, esta noite na SIC Notícias. O PCP exige argumentos do Governo para as qualificações do gestor. Por outro lado, o PSD fala numa decisão que já devia ter sido tomada há mais tempo.

Para Duarte Marques, deputado social-democrata, “esta decisão é super tardia”. “Eu até estranho que fiquem tão surpresos com o passado desta pessoa, mas era de ter alguma cautela. O Governo quando escolhe alguém para liderar o Banco de Fomento – que vai gerir no fundo a Bazuca, junta vários fundos, várias sociedades de garantia, junta muito dinheiro – [escolher] alguém com o passado de Vítor Fernandes”.

Do lado do PCP, Duarte Alves sublinha que é necessário entender “o critério de interesse público”, para além do critério de idoneidade. “Quem é nomeado para funções como esta, de dirigir o Banco de Fomento, deve também ter esse critério de interesse público. O Governo tem de dar explicações porque é que considera que Vítor Fernandes tem essas qualificações”, afirma.

Já João Bilhim, ex-presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, destaca o critérios a ter em conta para a contratação do estatuto do gestor público: “liderança, colaboração, motivação, orientação estratégica, orientação para resultados, orientação para o cidadão e interesse público, gestão da mudança e inovação, sensibilidade social, experiência profissional, formação académica, formação profissional”.

Por outro lado, João Vieira Pereira, diretor do Expresso, considera que esse está a “fazer um julgamento bastante precipitado de Vítor Fernandes”. “Ele nem sequer é arguido. O que está aqui em causa é uma suspeita do Ministério Público de que Vítor Fernandes poderá ter dito a Luís Filipe Vieira para arranjar um testa de ferro para ir comprar uma empresa que não foi possível Luís Filipe Vieira comprar”, explica o jornalista.

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