Confrontos no Irão

Protestos no Irão assinalam 40 dias da morte de Mahsa Amini e o fim o período de luto

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Jovem iraniana de 22 anos morreu às mãos da polícia por usar o véu incorretamente.

A caminho da cidade natal de Mahsa Amini, o cemitério de Aichi, na cidade iraniana de Saqqez, onde a jovem foi enterrada, tornou-se ponto de encontro para quem quis prestar homenagem à jovem.

As ruas ficaram inundadas de pessoas, de tal forma que até a polícia se viu obrigada a fugir. A única resposta para dispersar o protesto foi o uso de gás lacrimogéneo e balas de borracha.

As manifestações estenderam-se por todo o país, houve quem oferecesse doces às mulheres que andavam na rua sem véu, quem gritasse por liberdade nas faculdades e até numa estação de metro.

A morte da jovem de 22 anos, detida pela polícia da moralidade por alegadamente usar o véu sem tapar totalmente o cabelo, causou uma onda de indignação.

É talvez a maior ameaça ao regime iraniano nos últimos anos, à medida a que os protestos já ultrapassaram fronteiras e a que cada vez mais pessoas se juntam à causa, que luta pelos direitos das mulheres no país.

Pelo menos 20 especialistas das Nações Unidas pediram uma investigação à violência policial e à repressão no país, um tema que que pode vir a ser discutido numa sessão especial do Conselho de Segurança, que acontece já esta quinta-feira.

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