Coronavírus

Vaticano apela à solidariedade entre países no combate ao coronavírus

Remo Casilli

Vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

Especial Coronavírus

O Vaticano exortou esta quarta-feira à solidariedade de todos os países no combate ao novo coronavírus, partilhando recursos para superar as "graves desigualdades" existentes entre os distintos sistemas socioeconómicos existentes no mundo.

O Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Peter Turkson, fez este apelo numa mensagem dirigida aos bispos, às autoridades sanitárias, aos doentes e "pessoas de boa vontade".

"Perante uma emergência desta dimensão, muitos países, sobretudo os que têm sistemas de saúde débeis, encontram-se esmagados pelos efeitos do vírus e podem não ser capazes de proporcionar a cura" e os cuidados necessários, alertou na carta o cardeal Turkson.

Assim, este "poderá ser um tempo propício para o reforço da solidariedade e proximidade entre os Estados", uma vez que o vírus revela "as graves desigualdades entre os vários sistemas socioeconómicos" e os seus sistemas de saúde e científicos.

"É o momento de promover a solidariedade internacional e partilhar equipamentos e recursos", considerou o prelado.Neste contexto, exortou ao "não descuidar a justiça social" nesta crise, bem como ao apoio à economia e à investigação, agora que o vírus "está a criar una nova crise económica".

Por outro lado, o cardeal Peter Turkson apelou a que não se assista ao estigmatizar dos infetados com o novo coronavírus, pois, sublinhou, "a doença não conhece fronteiras nem cor de pele".

A doença Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.300 mortos em 28 países e territórios.

O número de infetados ultrapassou as 120 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.

Face ao avanço da epidemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 10.000 infetados e pelo menos 631 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

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