Coronavírus

Romenos ficam confinados em casa a partir de quarta-feira

ROBERT GHEMENT

O exército é chamado a ajudar a polícia a impor as restrições para conter a epidemia de Covid-19.

Especial Coronavírus

Os romenos ficam confinados nas suas casas a partir de quarta-feira e o exército é chamado a ajudar a polícia a impor as restrições para conter a epidemia do novo coronavírus, anunciou hoje o Presidente Klaus Iohannis.

"Tendo em conta a complexidade da situação (...), vão ser introduzidas novas restrições", indicou o chefe de Estado num discurso transmitido pela televisão.Bucareste, que decretou o estado de emergência e anunciou no domingo um recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00, tinha pedido aos romenos para ficarem em casa, exceto para irem trabalhar ou fazerem compras de primeira necessidade.

Mas a partir de quarta-feira, "estas recomendações tornam-se obrigatórias", sublinhou Iohannis.

A Roménia, com 19 milhões de habitantes, contabilizou até agora 762 casos da covid-19, entre os quais oito mortos. Especialistas temem, no entanto, uma explosão da epidemia nas próximas semanas.

Depois de muitos romenos colocados em quarentena ou isolamento ignorarem a medida e saírem à rua, Iohannis também indicou que será instituída a "vigilância eletrónica", sem dar pormenores.

Os militares são chamados a patrulhar as ruas para ajudar os polícias a "gerir a situação no terreno" e as pessoas com mais de 65 anos estão completamente proibidas de sair, indicou o presidente.

A Roménia já tinha encerrado as escolas e universidades, limitado as concentrações públicas e proibido as missas nas igrejas.

O mais recente balanço da pandemia

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 360 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Sobe para 30 o número de mortos por Covid-19 em Portugal, mais de 2.300 casos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 30 mortes e 2.362 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu de 23 para 30 em relação ao último balanço da DGS, enquanto o número de infetados aumentou de 2.060 para 2.362, mais em 302 relação a ontem, uma subida que representa um aumento de 14,6% em relação aos dados de ontem.

Há um total de 203 doentes internados, 48 deles em Unidades de Cuidados Intensivos.

No boletim divulgado esta terça-feira pela DGS, há, desde 1 de janeiro, um total de 15.474 casos suspeitos, dos quais 1.783 aguardam os resultados das análises e 11.329 testes que deram negativo.

Há 22 casos recuperados a registar.

A região Norte continua a ser a mais afetada, com 1.130 casos e 9 mortes. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 852 casos e 8 óbitos. A região Centro regista 293 casos e 11 mortes, o Algarve 46 casos e um morto, o Alentejo seis casos, os Açores 12 casos e um morto - a primeira morte registada no arquipélago - e a Madeira 11 casos.

Pela primeira vez, a DGS revelou, no Relatório de Situação, a lista de concelhos afetados pela pandemia. Lisboa é a cidade com mais casos, num total de 175. Seguem-se Porto (126), Maia (104), Vila Nova de Gaia (68) e Valongo (65).

Consulte aqui a lista completa de concelhos afetados.

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