Coronavírus

Rússia ultrapassa os 500 mil casos de Covid-19

SERGEI CHIRIKOV / EPA

É o terceiro país mais atingido pela pandemia.

Especial Coronavírus

A Rússia ultrapassou hoje a barreira dos 500 mil infetados com covid-19, ao registar 8.779 casos nas últimas 24 horas, na semana em que iniciou o processo de desconfinamento e a abertura gradual das fronteiras.

Os últimos dados oficiais apontam para 502.436 infetados, sendo o terceiro país mais atingido pela pandemia de covid-19, só ultrapassado pelos Estados Unidos e pelo Brasil, refere a agência de notícias France Presse. ​

Nas últimas 24 horas, as autoridades registaram 174 mortes pelo vírus, que fizeram subir o número de óbitos para 6.532. Por outro lado, há já mais de 261 mil pessoas curadas.

A cidade de Moscovo, epicentro da epidemia de covid-19 no país, iniciou o período de desconfinamento na terça-feira, mas as autoridades têm registado o aparecimento de novos casos de infeção.

Entretanto, também as fronteiras foram reabertas parcialmente, refere a agência de notícias France Presse.

Críticos do Kremlin acusam as autoridades de terem decidido acelerar o desconfinamento antes do grande desfile militar, que se realiza em 24 de junho em Moscovo, para comemorar a vitória sobre os nazis.

Outro dos motivos apontados para o início do desconfinamento é o do referendo sobre a reforma constitucional que se realiza em 1 de julho. O referendo estava inicialmente agendado para o final de abril mas acabou por ser adiado devido à pandemia.

O presidente do Tribunal de Contas, Alexei Koudrine, alertou hoje para o subfinanciamento do setor da saúde, contrariando as declarações do Governo que tem sublinhado a sua capacidade de reorganizar o sistema hospitalar a tempo de combater a pandemia e de conduzir uma política de rastreamento em massa da população.

Koudrine, uma voz frequentemente crítica da elite russa, pediu hoje uma "reconstrução séria" do setor da saúde, especialmente nas regiões onde os estabelecimentos ainda não possuem equipamentos modernos.

Pandemia já causou 416.343 mortos e infetou 7,3 milhões no mundo

A pandemia de covid-19 já causou a morte a pelo menos 416.343 pessoas e infetou mais de 7,3 milhões no mundo, desde que, em dezembro, foi identificada na China, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

Os casos de infeção diagnosticados são agora 7.383.140, em 196 países e territórios, dos quais 3.279.900 foram dados como curados.

Os países mais atingidos:

  • Estados Unidos, com 112.924 mortes e 2.000.464 casos
  • Reino Unido, com 41.128 mortes em 290.143 casos,
  • Brasil com 39.680 mortes (772.416 casos),
  • Itália com 34.114 mortes (235.763 casos)
  • França com 29.319 mortes (191.939 casos).
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), com 83.057 casos (11 novos entre quarta-feira e hoje), 4.634 mortes (zero novos) e 78.361 curados.

A Europa totalizou 185.886 mortes e 2.336.040 casos, Estados Unidos e Canadá 120.932 mortes (2.097.529 casos), América Latina e Caraíbas 71.915 mortes (1.465.158 casos), Ásia 20.798 mortes (752.547 casos), Médio Oriente 11.046 mortes (512.680 casos), África 5.635 mortes (210.519 casos) e Oceânia 131 mortes (8.667 casos).

7 mortes e 310 novos casos de Covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira a existência de 1.504 mortes e 35.910 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.497 para 1.504, mais 7, enquanto o número de infetados aumentou de 35.600 para 35.910, mais 310, o que representa um aumento de 0,87%

O número de casos recuperados subiu de 21.742 para 22.002, mais 260.

Há 415 doentes internados, menos dois em relação a ontem. 70 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos, o mesmo número de quarta-feira.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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