Coronavírus

Escolas já receberam verba para comprar máscaras para alunos e funcionários

MANUEL DE ALMEIDA

Uso é obrigatório a partir do 2.º ciclo.

Especial Coronavírus

As escolas já receberam as verbas para comprar as máscaras que irão distribuir gratuitamente pelos alunos e funcionários e alguns estabelecimentos de ensino estão a planear ter equipamentos extra para que ninguém fique impedido de entrar na escola.

Dentro de um mês, quando o novo ano letivo começar, só os alunos mais pequenos vão conseguir entrar na escola sem máscara, já que a partir do 2.º ciclo, o seu uso é obrigatório.

"A máscara vai ser o material escolar mais importante, porque sem ela, ficam impedidos de entrar na escola. Os manuais são essenciais, mas conseguem entrar na escola se os deixarem em casa, o mesmo não vai acontecer com a máscara", alertou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), em declarações à Lusa.

Segundo números avançados pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o Governo vai gastar cerca de sete milhões de euros para garantir máscaras e outros equipamentos de proteção individual às escolas para o regresso às aulas em setembro.

As escolas já receberam as verbas para comprar o material que será disponibilizado gratuitamente pelos alunos e funcionários: será um 'kit' com três máscaras laváveis que servirão para o primeiro período de aulas, uma vez que "cada máscara pode ser lavada 25 vezes", explicou Filinto Lima.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares (ANDE), acrescentou que é preciso abrir concursos públicos para escolher a empresa a quem irão comprar as máscaras e outros materiais, acreditando que dentro de um mês estará tudo pronto para receber os alunos em segurança.

Para garantir que ninguém fica impedido de entrar no recinto escolar, as direções já estão a planear soluções, tais como ter máscaras na papelaria da escola.

Além das máscaras, quando as aulas começarem, as escolas terão também equipamentos individuais de proteção, que vão desde aventais a luvas e viseiras a soluções à base de álcool.

Os equipamentos de proteção individual também já tinham sido garantidos no final do passado ano letivo, quando as escolas reabriram para receber os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade.

Início do ano letivo entre os dias 14 e 17 de setembro

As aulas do próximo ano letivo começam entre os dias 14 e 17 de setembro, estando previsto um arranque com ensino presencial, mas as escolas estão a preparar-se para o caso de terem de avançar para um sistema de ensino misto ou à distância, consoante a evolução da pandemia de covid-19.

No passado ano letivo, o Governo decidiu encerrar todos os estabelecimentos de ensino e em meados de março os alunos deixaram de ter aulas presenciais e passaram a ter à distância.

Apenas os estudantes mais velhos - do 11.º e 12.º anos - regressaram às escolas no terceiro período para voltar a ter aulas presenciais.

Cerca de 28.500 professores colocados a um mês do início das aulas

Cerca de 28.500 professores foram colocados nas escolas, a um mês do arranque do próximo ano letivo, anunciou hoje o Ministério da Educação (ME), adiantando que cerca de 200 docentes ficaram sem componente letiva.

As listas de colocação dos professores que estavam nos quadros mas que queriam mudar de escola assim como dos docentes contratados foi hoje publicada pela Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE).

Em comunicado, o ME sublinha o facto de as listas serem conhecidas "um mês antes do início do ano letivo 2020/2021 e, pela primeira vez, ainda na primeira quinzena de agosto".

No concurso de mobilidade interna -- docentes dos quadros que pretendem mudar de escola ou zona - foram distribuídos cerca de 1.650 horários completos e mais de 350 horários incompletos.

Os restantes cerca de 15.500 docentes de quadro mantiveram-se nas escolas onde estavam no ano letivo anterior.

Portugal com 1.770 mortes e 53.548 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira a existência de 1.770 mortes e 53.548 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.764 para 1.770, mais 6 do que na véspera. Já o número de infetados aumentou de 53.223 para 53.548, mais 325.

Este é o maior aumento do número de novos casos em quase um mês. É preciso recuar 28 dias, até 16 de julho, para encontrar um valor superior (339). Oito dias mais tarde, a 24 de julho, foi a última vez em que o número de novos casos foi superior a 300 (313 na altura).

62% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo

204 dos 325 novos casos - o que corresponde a 62% dos novos contágios - foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Seguem-se a região Norte, com 84 novos casos, a região Centro com 22, o Algarve com mais oito, o Alentejo com mais seis e a Madeira com mais um. Os Açores voltaram a não registar novos casos.

No que diz respeito aos óbitos, quatro ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e dois no Norte.

Grande Lisboa em situação de contingência pelo menos até ao final do mês

Pandemia já causou mais de 750 mil mortes em todo o mundo

Mais de 750 mil pessoas morreram em todo o mundo e quase 21 milhões estão infetadas com Covid-19, segundo um balanço da AFP na noite de quinta-feira, numa altura em que muitos países estão a impor novas restrições devido ao ressurgimento da doença.

A América Latina e as Caraíbas são a região com o maior número de mortos, registando cerca de 230 mil.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, Matshidiso Moeti, alertou que em África a reabertura das economias vai levar a um aumento de casos neste continente.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (166.027) e também com mais casos de infeção confirmados (quase 5,2 milhões).

Seguem-se Brasil (104.201 mortos, mais de 3,1 milhões de casos), México (54.666, mais de 498 mil infetados), Índia (47.033, quase 2,4 milhões infetados) e Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos).

A Rússia, com 15.353 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 905 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 568 mil casos e 11.621 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos), seguindo-se Itália (35.235 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.388 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.579 mortos, mais de 337 mil casos).

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 231 projetos e 5 estão na fase de ensaios clínicos - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

Os resultados mais encorajadores vêm da Pfizer e da BioNTech, da Moderna, do projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca e de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global