Coronavírus

Lourenço Medeiros: “Stayaway Covid não é uma invasão da privacidade. A obrigatoriedade é”

Lourenço Medeiros

Lourenço Medeiros

Editor de Novas Tecnologias

O jornalista da SIC explica o funcionamento da aplicação e analisa a decisão do Governo de a tornar obrigatória.

Especial Coronavírus

Lourenço Medeiros, jornalista especializado em tecnologia, analisa a proposta do Governo de tornar o uso da aplicação Stayaway Covid obrigatório. O objetivo é reduzir os possíveis contactos com pessoas infetadas pelo novo coronavírus. “A stayaway covid não é uma invasão da privacidade, a obrigatoriedade é. Eu acho que isto foi – desculpem-me a honestidade – um tiro no pé”, disse o jornalista.

Para Lourenço Medeiros tem havido uma falha na divulgação do modo de funcionamento da aplicação, com especial enfoque para questão da privacidade dos cidadãos que utilizam a app.

“O tal código vai servir para avisar, de forma absolutamente anónima, as pessoas que contactaram connosco – mais de 15 minutos e a menos de dois metros – e que tenham tido a aplicação ligada durante esse tempo”, explica reforçando que “os códigos não revelam onde foi, nem quem foi, nem a que horas, nem em que dia”

Apesar de terem sido realizados mais de um milhão de downloads da Stayaway Covid, os dados mais recentes avançam que apenas 113 códigos foram inseridos na aplicação. “Nós temos a tendência erradíssima de esconder que fomos infetados, o que devíamos era avisar quem nos rodeia”, afirma o jornalista.

“Se houver dois milhões de pessoas a pôr a aplicação e com isso tudo salvarmos uma vida eu acho que valeu a pena”, afirma Lourenço Medeiros, relembrando que este sistema “é gratuito e não faz mal a ninguém”.