Coronavírus

Comércio fecha às 13h no fim de semana. Mais 77 concelhos no mapa de risco

TIAGO PETINGA

Conheça as exceções e veja a lista dos novos concelhos com restrições mais apertadas.

Especial Coronavírus

Os estabelecimentos comerciais e a restauração vão mesmo ter de encerrar às 13h nos próximos dois fins de semana, e só poderão abrir às 08h00, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro na conferência de imprensa, após o Conselho de Estado, onde revelou também os 77 novos concelhos no mapa de risco.

António Costa confirmou que todos os estabelecimentos comerciais e de restauração vão ter de fechar a partir das 13h até às 8h do dia seguinte, nos próximos dois fins de semana. A restauração só poderá funcionar depois das 13h para serviço de take away.

"A regra é tudo fechado"

As exceções de abertura após às 13h:

  • Farmácias
  • Clínicas e consultórios
  • Funerárias
  • Estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua até 200m2
  • Bombas de gasolina

António Costa anunciou ainda um apoio à restauração para os concelhos onde os restaurantes vão ter de fechar às 13h nos próximos dois fins de semana. Os restaurantes vão receber 20% da perda de receita e podem pedir o apoio a partir de 25 de novembro.

Leia aqui na íntegra o comunicado do Conselho de Ministros.

Os concelhos no mapa de risco

O Governo retirou sete concelhos do mapa de risco e acrescentou 77. Ao todo, há agora 191 concelhos considerados de risco.

Os concelhos que saíram: Moimenta da Beira, Tabuaço, São João da Pesqueira, Pinhel, Tondela e Batalha.

Os concelhos que entraram na lista:

  • Abrantes
  • Águeda
  • Albergaria-a-Velha
  • Albufeira
  • Alcanena
  • Aljustrel
  • Almeida
  • Almeirim
  • Alvaiázere
  • Anadia
  • Ansião
  • Arcos de Valdevez
  • Arganil
  • Arronches
  • Boticas
  • Campo Maior
  • Cantanhede
  • Carrazeda de Ansiães
  • Castro Daire
  • Celorico da Beira
  • Coimbra
  • Condeixa-a-Nova
  • Coruche
  • Crato
  • Cuba
  • Elvas
  • Estarreja
  • Évora
  • Faro
  • Ferreira do Alentejo
  • Figueira de Castelo Rodrigo
  • Freixo de Espada à Cinta
  • Grândola
  • Ílhavo
  • Lagos
  • Lamego
  • Mangualde
  • Manteigas
  • Mealhada
  • Mêda
  • Mira
  • Miranda do Corvo
  • Miranda do Douro
  • Mirandela
  • Monforte
  • Montalegre
  • Montemor-o-Velho
  • Mora
  • Murtosa
  • Nelas
  • Oliveira do Bairro
  • Ourém
  • Pampilhosa da Serra
  • Penalva do Castelo
  • Penamacor
  • Penela
  • Ponte de Sor
  • Portalegre
  • Portimão
  • Proença-a-Nova
  • Reguengos de Monsaraz
  • Resende
  • Salvaterra de Magos
  • São Pedro do Sul
  • Sátão
  • Seia
  • Sousel
  • Tábua
  • Tavira
  • Torre de Moncorvo
  • Vagos
  • Vieira do Minho
  • Vila do Bispo
  • Vila Nova de Foz Côa
  • Vila Nova de Paiva
  • Vila Real de Santo António
  • Viseu

A lista completa pode ser consultada aqui.

Restaurantes vão ter apoio extraordinário

O primeiro-ministro anunciou um apoio extraordinário para os restaurantes que vão ter de encerrar às 13h, nos próximos dois fins de semanas.

É um apoio de emergência e a fundo perdido para compensar os restaurantes, que vão ter direito a 20% da quebra na faturação.

O apoio foi desenhado tendo como base os custos fixos dos restaurante e os custos variáveis que se reduzem com as portas fechadas.

"A situação é grave e mais crítica do que na primeira fase"

Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro reconheceu que a "situação é grave" e "mais crítica do que na primeira fase". Destacou as medidas "menos intensas" do que as aplicadas em março.

Sobre as medidas que entraram em vigor com o estado de emergência, António Costa elogiou o comportamento cívico "exemplar" dos portugueses.

"É manifesto que o esforço de equilíbrio do Governo - seguramente por deficiência da nossa comunicação - gerou equívocos e abriu a porta, por um lado, a que tenha havido um excesso de concentração nas exceções e uma desvalorização da regra", declarou António Costa em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro lamentou que, ao longo da última semana, se tenha vindo a assistir "a uma espécie de concurso para ver onde está a exceção para não cumprir a regra de se ficar em casa".

"Há criatividade quanto a horários, promoção agressiva da venda de bens não essenciais e mesmo apelos por associações empresariais ao incumprimento das medidas decretadas no estado de emergência", criticou.

"A culpa é toda minha". Costa pede desculpa por erros na comunicação nas medidas

O esclarecimento de António Costa sobre a abertura dos estabelecimentos comerciais surge depois da polémica com o Pingo Doce, que anunciou que ia abrir as suas lojas às 6h30 nos próximos dois fins de semana. Entretanto, a Jerónimo Martins já recuou e anunciou manter o horário habitual de abertura.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o chefe de Governo reconheceu que a culpa era sua e pediu desculpa:

"A culpa é toda do mensageiro (…) Nada como vir aqui corrigir a mensagem."

Estado de emergência

Portugal entrou na segunda-feira em estado de emergência até 23 de novembro, impondo entre outras medidas o recolher obrigatório noturno nos concelhos com mais casos de infeção.

"Relativamente a novo estado de emergência, eu diria que é impossível não pensar que necessariamente vamos ter um novo estado de emergência. Os dados estão aí a demonstrá-lo", disse António Costa.

O primeiro-ministro recordou que teve a oportunidade de afirmar que, desta vez, "o estado de emergência conduziria seguramente a medidas menos intensas do que as da primeira, mas necessariamente mais prolongadas".

"Adotámos um critério distinto do da primeira fase que é ajustar as medidas à especificidade de cada território e por isso a modulação das medidas em função da gravidade da situação em cada território", explicou.

Portugal com mais 78 mortes e 5839 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta quinta-feira que há mais 78 mortes e 5839 novos casos de Covid-19 em Portugal, sendo este o segundo pior dia em número de mortes e novos casos no país. No total, Portugal regista 3181 vítimas mortais e 198.011 infetados pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas estão menos 8 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 383.

Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2794 pessoas internadas, mais 9 do que na quarta-feira.

A DGS revela que estão ativos 81.141 casos de infeção, mais 2425 do que na quarta-feira. Foram dados como recuperadas mais 3336 pessoas, totalizando 113.689 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 89.675 pessoas, mais 568 nas últimas 24 horas.