Coronavírus

Sobrecarga na rede de oxigénio do Amadora-Sintra. Doentes transferidos são na maioria covid e estáveis

Armando Franca

Na noite de terça-feira foram transferidos 43 doentes e esta quarta-feira são transferidos mais ao longo do dia.

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Pelo menos 43 doentes foram transferidos do hospital Amadora-Sintra para outros hospitais, na noite de terça-feira, por causa de uma sobrecarga na rede de oxigénio, devido ao elevado número de doentes internados com covid-19.

Os doentes foram transferidos durante a noite e madrugada para vários hospitais, sobretudo da região de Lisboa. A maioria são doentes covid, em situação estável, e nenhum em cuidados intensivos ou com ventilação invasiva.

Hospital garante que segurança dos doentes não chegou a estar comprometida

Depois de várias horas de operação, o hospital garantiu que a situação está controlada. O Amadora-Sintra assegura que a rede de oxigénio encontra-se a funcionar de forma estabilizada e dentro dos padrões de segurança.

Nos próximos dias vão continuar os trabalhos de reforço do armazenamento e distribuição do oxigénio, trabalhos que já estavam a decorrer.

O problema acontece num dos hospitais mais afetados pela pandemia no pais. O nível máximo do plano de contingência do Amadora-Sintra previa a existência de 120 camas para doentes covid, mas o número de internados já atingiu o triplo.

Desde 1 de janeiro, os internamentos subiram 400%.

"Governo fará todos os esforços para que não se repita”

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, garantiu esta quarta-feira que o Governo fará todos os esforços necessários para que situações como esta não se repitam.

O governante explicou que esta unidade hospitalar tem mais de 150 doentes com ventilação não invasiva, que exige altos fluxos de oxigénio, e que, preventivamente foram transferidos doentes para evitar constrangimentos na rede de oxigénio.

Lacerda Sales reconhece as dificuldades, mas garante que o Governo fará os esforços necessários para que sejam ultrapassadas, afirmando que as autoridades estão “atentas aos sinais do terreno” e às taxas de esforço dos hospitais, fazendo a gestão de acordo com a necessidade.

REDE DE OXIGÉNIO NÃO COLAPSOU

Em comunicado, o HFF informou que nunca esteve em causa a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede, sendo que os problemas se deveram apenas a “dificuldades em manter a pressão”. O hospital garante ainda nenhum doente correu perigo em consequência da sobrecarga.

“Em momento algum os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência, tendo as flutuações da rede sido colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio, envolvendo a mobilização de vários profissionais, cujo esforço se enaltece e agradece publicamente”.