Coronavírus

Vacinas da Pfizer e da AstraZeneca são eficazes contra a variante detetada na Índia

Fabrizio Bensch / Reuters

Após duas doses do fármaco.

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As vacinas da Pfizer e da AstraZeneca são quase tão eficazes contra a variante do coronavírus detetada na Índia como contra a variante descoberta no Reino Unido, segundo um estudo da direção-geral de saúde inglesa conhecido no sábado.

A investigação da Public Health England (PHE) foi realizado entre 05 de abril e 16 de maio.

De acordo com o estudo, a fórmula da Pfizer foi 88% eficaz contra a doença sintomática causada pela mutação detetada na Índia duas semanas após a segunda dose, contra 93% de eficácia relativamente à descoberta em Inglaterra.

Os especialistas descobriram que, no caso da AstraZeneca/Universidade de Oxford, a vacina foi 60% eficaz contra a variante detetada na Índia, em comparação com 66% da variante descoberta no Reino Unido (variante de Kent).

Ambos os preparados foram 33% eficazes contra a doença sintomática relativa à variante detetada na Índia três semanas após a primeira dose, contra aproximadamente 50% verificada quanto à do Reino Unido (variante de Kent).

De acordo com os dados, no caso da vacina da AstraZeneca, a preparação leva mais tempo para atingir a sua eficácia máxima.

"Esta nova evidência é inovadora e mostra quão valioso o nosso programa de vacinação contra a covid-19 é para proteger as pessoas que amamos", disse o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock.

O governante acrescentou que agora existe a certeza de que "mais de 20 milhões de pessoas, mais de uma em cada três, têm proteção significativa contra essa nova variante, e que esse número está a crescer em centenas de milhares a cada dia".

A responsável de imunização do PHE, Mary Ramsay, indicou por sua vez que estes resultados dão "garantias de que essas duas doses das duas vacinas oferecem altos níveis de proteção contra a doença sintomática da variante B1617.2".

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 3,4 milhões de mortos no mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.419.488 mortos no mundo, resultantes de mais de 164.805.270 de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

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Mapa com os casos a nível global