Coronavírus

Portugal continental está na zona vermelha e desconfinamento pode estar em risco

Matteo Colombo

O continente ultrapassou ontem os 120 casos por 100 mil habitantes.

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Na segunda-feira o país ultrapassou os 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, colocando em causa o avanço no desconfinamento. Portugal continental já está na zona vermelha da matriz de risco, com metade dos novos casos a serem registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A taxa de incidência nacional encontra-se agora nos 119,3 casos de infeção por 100.000 habitantes, estando no continente a 120,1.

Já o R(t) - índice que mede o risco de transmissibilidade – encontra-se em 1,18 a nível nacional e 1,19 no continente. Estes dados são atualizados à segunda, quarta e sexta-feira pela Direção-Geral de Saúde.

A maioria dos novos casos continua a ser registada na região de Lisboa e Vale do Tejo. O número de casos da covid-19 em Portugal está a crescer desde meados de maio. O fenómeno pode ser explicado pela prevalência da variante Delta, que passou a ser dominante.

Marta Temido não descarta possibilidade de novo confinamento

Marta Temido admitiu na segunda-feira mais restrições devido ao aumento de casos e não descartou a possibilidade de avançar para um novo confinamento. Se a variante Delta, associada à Índia, se disseminar mais rapidamente do que a vacinação, Marta Temido admite mais restrições como, por exemplo, novas restrições à circulação ou um novo confinamento.

Marcelo volta a afastar cenário de novo estado de emergência

O Presidente da República afirmou, na segunda-feira, que os números da covid-19 colocam o país longe de um possível novo estado de emergência e que as soluções para controlar a pandemia dependem da avaliação do Governo. Uma posição que já tinha manifestado na semana passada, durante a viagem a Nova Iorque para acompanhar a recondução de António Guterres num segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas.

"A minha posição é a mesma, cabe-me a mim a declaração do estado de emergência, e eu não vejo razões para haver um recuo quanto ao estado de emergência, por aquilo que já disse várias vezes: número de mortos, número de cuidados intensivos, número de internados, que continua muito, muito abaixo do limite que justificou o estado de emergência no tempo em que ele durou", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.