Guerra Rússia-Ucrânia

População de Nikopol treina para possível desastre nuclear em Zaporíjia

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Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia. 

Na véspera da visita do secretário-geral da ONU, a Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia.

De madrugada, nos arredores de Odessa, os mísseis lançados por caças russos atingiram um centro recreativo e vários edifícios e provocaram quatro feridos. Ao nascer do dia, as imagens das autoridades mostravam ainda as operações de resgate, em curso, na quarta maior cidade da Ucrânia.

Também no sul da Ucrânia e na costa do mar Negro, outros 2 mísseis destruíram o edifício de uma das universidades da cidade de Mykolaiv. O ataque não provocou vítimas.

No Donbass, na província de Donetsk, pelos menos dois civis morreram e sete ficaram feridos nos ataques russos das últimas 24 horas.

Mas em solo ucraniano, as preocupações maiores estão nos combates travados em Zaporíjia, atualmente ocupada pelas tropas russas.

Em Nikopol, a cidade mais próxima da maior central nuclear da Europa, o dia foi de exercícios. A população treinou já o pior dos cenários: a hipótese de um desastre nuclear. Ensaiou reações à eventual explosão de um dos seis reatores e a fugas de radioatividade na região.

Entre os militares ucranianos, outro dos receios é a existência de uma nova ameaça na vizinha Bielorrússia.

No país aliado do regime de Putin, terão sido, segundo Kiev, colocados mísseis, a escassos 15 quilómetros da fronteira ucraniana, e com alcance suficiente para atingir a capital e as maiores cidades do país.

Mas em Moscovo, o Ministério russo da Defesa garante que continua a atacar apenas alvos militares e com armas de alta precisão.

Esta quarta-feira, foi mesmo dia de inaugurar uma exposição com armamento estrangeiro alegadamente capturado às forças ucranianas.

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