Guerra Rússia-Ucrânia

Pelo menos 10 oligarcas russos morreram desde que começou a invasão da Ucrânia

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Há quem se questione se se tratam de acidentes, suicídios ou de assassinatos encomendados por Vladimir Putin.

Pelo menos 10 empresários russos morreram nos últimos meses. Todos criticaram de alguma forma a guerra. segundo explicações oficiais, quase todos optaram por se suicidar.

Eram todos ricos e com ligações ao petróleo ou gás russo. Eram algumas das figuras mais influentes da elite de Moscovo e mantinham laços fortes com o Kremlin. Morreram este ano, em circunstâncias que têm suscitado suspeitas nos meios de comunicação de todo o mundo.

O caso mais recente é o de Ivan Pechorin, ligado ao setor da aviação. Navegava no mar do Japão, no passado sábado, quando, embriagado, terá caído do barco.

No início do mês, Ravil Maganov, presidente do conselho de administração da gigante de petróleo russo Lukoil, morreu depois de cair duma janela, no sexto andar, de um hospital em Moscovo. A primeira versão avançada pela empresa dizia que Maganov tinha sido vítima de uma "doença grave."

O corpo de Yury Voronov, diretor executivo duma transportadora com contratos com a empresa de energia da Rússia Gazprom, foi encontrado baleado na cabeça, dentro da piscina de casa, em São Petersburgo, no passado mês de julho.

A polícia espanhola investiga a hipótese de duplo homicídio, seguido de suicídio do antigo gestor da Novatek, a maior empresa de gás da Rússia. Serguei Protosenia, de 55 anos, terá matado a mulher de 53 e a filha de 16 em abril. Uma teoria desmentida pelo filho do casal.

São pelo menos 10 milionários que morreram desde a invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro. Alguns morreram depois de mostrarem forte contestação à guerra. Há, por isso, quem se questione se se tratam de acidentes, suicídios ou de assassinatos encomendados por Vladimir Putin.

O Presidente russo prometeu fazer frente à oligarquia no país, que tanto pode ser vista como uma elite rica e influente, como uma força de resistência ao poder político com demasiados recursos.

Desde que foi eleito, em 1999, dezenas de opositores do regime foram detidos, forçados ao exílio ou assassinados.

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