Guerra Rússia-Ucrânia

Retirada de Kherson: Zelensky mostra-se confiante mas pede "cautela"

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Chefe de Estado espera que ucranianos "não se deixem levar pelas emoções".

Volodymyr Zelensky garante que as forças ucranianas estão a avançar “cautelosamente” no sul da Ucrânia. O Presidente ucraniano acrescenta, porém, que ainda há um longo caminho a percorrer.

Zelensky falou à nação no final do dia de ontem mas não revelou pormenores acerca da manobra militar que as tropas de Kiev estão a levar a cabo no sul do território.

“Não vou alimentar o inimigo com todos os detalhes das nossas operações, seja no sul, no leste ou em qualquer outro lugar. Quando tivermos o nosso resultado, todos o verão. Com certeza”.

Apesar dos progressos ucranianos, Zelensky afirma que ainda não é altura de gritar vitória. Apela a todos os ucranianos que sejam cautelosos e que “não corram riscos desnecessários”.

“Estamos a avançar com muito cuidado, sem nos deixar levar pelas emoções, sem riscos desnecessários. Para o benefício da libertação de toda a nossa terra e para minimizar as perdas. É assim que asseguramos a libertação de Kherson, Kakhovka, Donetsk e das nossas outras cidades”.

Novo ponto de viragem no conflito?

Esta quarta-feira o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, ordenou a retirada das tropas da margem ocidental (esquerda) do rio Dnipro, perto da cidade anexada de Kherson.

Esta decisão foi motivada pela impossibilidade de abastecimento das tropas russas que se encontravam na região. O exército pró-russo de Kherson também já tinha dito que estava em desvantagem numérica, face ao grande número de ativos ucranianos na região. Esta retirada pode agora levar a um volte-face na guerra que já dura há mais de meio ano.

Ainda antes do anúncio desta decisão, segundo a agência Reuters, a ponte principal de uma estrada de Kherson foi atingida por bombardeamentos, o que causou a morte do alto responsável russo pela ocupação da região, Kirill Stremousov. Contudo, o Kremlin comunicou que o mesmo morreu num acidente de viação.

Kherson tem sido um dos principais alvos do exército ucraniano, uma vez que o Kremlin anexou a cidade em 2014. Desde então tem sido palco de múltiplos confrontos, por ser uma zona estratégica e de interesse para ambas as nações.