Orçamento do Estado

Primeiro-ministro recebe PCP e BE para tentar chegar a acordo sobre Orçamento do Estado para 2022

TIAGO PETINGA

Acordo com a esquerda é a única saída que o Governo tem para viabilizar o documento.

O primeiro-ministro recebe este sábado o PCP e o Bloco de Esquerda para tentar chegar a acordo para a viabilização do Orçamento do Estado para o próximo ano.

A quatro dias da votação do documento na generalidade, e já com o voto contra garantido pela direita, o PS ainda não fechou acordo com a esquerda que, neste momento, é única saída que o Governo tem para viabilizar o Orçamento.

O BE e o PCP insistiram ao longo da semana que só votarão a favor se o Orçamento contemplar uma série de medidas que consideram essenciais.

Na sexta-feira à noite, o PS reuniu a Comissão Política e António Costa apresentou medidas que garante que já são do conhecimento dos parceiros: o aumento gradual do salário mínimo até 2025, a gratuitidade progressiva das creches e a antecipação do aumento das reformas para os idosos.

O secretário-geral do PS defendeu que o Governo está a procurar um acordo orçamental "de forma séria" e que as negociações já se traduziram em avanços e disse esperar "espírito construtivo" por parte dos parceiros.

"Contamos, por isso, que os nossos parceiros, da mesma forma que o PS, manifestem igual vontade, determinação e disponibilidade para ao longo dos próximos dias continuarmos a aprofundar o trabalho que temos vindo a desenvolver e que pode prosseguir para além das matérias que já estão neste momento consolidadas", salientou.

Costa está confiante na viabilização do Orçamento e diz que não teme eleições. Para evitar um cenário de crise política, o secretário-geral do PS acentuou a seguinte mensagem: "temos feito tudo e tudo faremos que esteja ao nosso alcance para viabilizar este Orçamento, para o bem de Portugal, dos portugueses, da estabilidade e da continuidade das políticas que têm tido tão bons resultados desde 2016".

"Agora, obviamente, o Orçamento não pode ser aprovado a qualquer preço -- porque o preço é pago pelo conjunto dos portugueses. E, portanto, nós temos de ir sempre fazendo o que temos feito desde 2016: Avanços sólidos, mas sempre sem dar um passo maior que a perna", acrescentou.

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