Operação Marquês

Operação Marquês. O dia depois da decisão

Exclusivo SIC

“Todas essas [acusações] caíram e com estrondo, ouviu-se longe... resta alguma coisa? Resta, mas vou defender-me.”

Um dia depois de conhecida a decisão instrutória da Operação Marquês, José Sócrates falou em exclusiva à SIC. O ex-primeiro ministro diz que as acusações que pesavam sobre si e sobre o seu Governo “caíram e com estrondo”.

Relativamente às seis acusações que restam contra si da Operação Marquês, José Sócrates garante que vai defender-se.

“Para mim o mais importante foi ver aquelas acusações que pesavam sobre mim e que diziam respeito ao meu Governo, todas essas caíram e com estrondo, ouviu-se longe... resta alguma coisa? Resta, mas vou defender-me.”

Descontraído, José Sócrates chegou a ser abordado e cumprimentado por algumas pessoas. Num passeio duma hora... com regresso a casa.

A DECISÃO DO JUIZ IVO ROSA

José Sócrates foi ilibado dos três crimes de corrupção passiva de que estava acusado. No entanto, o antigo primeiro-ministro e Carlos Santos Silva vão a julgamento por branqueamento de capitais e falsificação de documento. Ricardo Salgado, Armando Vara e João Perna também vão a julgamento. O Ministério Público vai recorrer da decisão de Ivo Rosa.

A decisão instrutória na Operação Marquês suscitou reações críticas por parte de várias personalidades. A forma e o conteúdo deixam dúvidas quanto ao funcionamento da justiça.

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    Chamam-lhes “funcionários” porque funcionam. A expressão até parece sugerir que eles são os únicos que “funcionam”, dentro de uma escola. Acalmem-se os tolos. Significa apenas que os “assistentes operacionais”, ou “auxiliares de ação educativa”, títulos mais pomposos do que “contínuos” – expressão que estimo muito - são pau para toda a colher.

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    Rui Correia