Operação Marquês

Operação Marquês. Tribunal adia julgamento de Ricardo Salgado

O tribunal decidiu dar mais tempo para que o Ministério Público analise novos documentos entregues pela defesa.

Ricardo Salgado vai ter de esperar até ao dia 6 de julho para que o seu julgamento comece. Indiciado por três crimes de abuso de confiança, dos 21 crimes que lhe eram apontados inicialmente, já é o segundo adiamento do julgamento de Salgado, decorrente da Operação Marquês.

Depois da defesa ter pedido mais tempo para entregar uma contestação, é agora o Ministério Público a pedir um novo adiamento para analisar as 191 páginas, 173 documentos e uma lista de 40 pessoas, que Salgado quer que sejam ouvidas como testemunhas no julgamento.

No documento, a que a SIC teve acesso, a defesa alega que, além de Ricardo Salgado, havia outros membros da família Espírito Santo e outras pessoas. os nomes apontados davam instruções para a movimentação de fundos da Espírito Santo Enterprises, de onde o antigo banqueiro terá desviado 11 milhões de euros.

Ainda antes de saber a decisão dos juízes, já a defesa vinha preparada para pedir o adiamento. A justificação seria a pandemia e a idade avançada do antigo banqueiro de 76 anos, que tem sentido dificuldades e lapsos de memória e, ainda, o desgaste emocional, físico e psicológico. Foi por isso que Salgado não apareceu no tribunal mesmo depois do tribunal ter decidido que o antigo banqueiro tinha de estar presente. Contudo, o tribunal na semana passada, que Ricardo Salgado tem de estar presente na sala no início do julgamento e quando quiser responder a perguntas.

OPERAÇÃO MARQUÊS

No âmbito da Operação Marquês, que tem como principal arguido o antigo primeiro-ministro José Sócrates, Ricardo Salgado foi acusado de 21 crimes, entre corrupção ativa (num dos casos por alegadamente ter corrompido Sócrates), branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.

Contudo, o juiz de instrução Ivo Rosa decidiu pronunciar Ricardo Salgado unicamente por três crimes de abuso de confiança, em processo conexo e separado da Operação Marquês.

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