Tragédia em Pedrógão Grande

Julgamento de Pedrógão Grande. Autarca de Figueiró dos Vinhos recusa acusação de negligência

Na segunda sessão do julgamento foram ainda ouvidos dois funcionários da ASCENDI.

Começou, esta terça-feira, a segunda sessão do julgamento das mortes no incêndio de Pedrógão Grande. Foram ouvidos três dos arguidos, incluindo o presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos.

Jorge Abreu está acusado de dois crimes de homicídio e um de ofensa à integridade física, ambos por negligência. O autarca negou a negligência e garantiu ao coletivo de juízes que o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios estava aprovado, dentro do calendário e a ser cumprido

No plano contra incêndios, prosseguiu o autarca, a intervenção nas faixas de gestão de combustível no local das mortes estava prevista só para 2019 e que as prioridades no concelho eram geridas com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Garantiu ainda que a autarquia cumpria a limpeza dos 10 metros além da berma.

Foram também ouvidos dois funcionários da ASCENDI, que reconheceram que as faixas de gestão do combustível eram de cinco metros na área de influência da concessionária.

O arguido Rogério Mota afirmou que a limpeza da vegetação da estrada 236-1 - onde morreram 47 pessoas - tinha sido feita poucos dias antes da tragédia e que as árvores apenas eram retiradas se colocassem em perigo a segurança rodoviária. Já o diretor de operações e manutenção garantiu não ter autonomia para alargar a área de intervenção.