Vacinar Portugal

Vacinação de jovens "vem dar contributo importante" para manter o ensino presencial

David Sousa sublinha que é também importante de manter as regras de prevenção e realizar testes na comunidade escolar.

A Direção-Geral da Saúde atualizou, esta terça-feira, a norma sobre a vacinação de crianças. Passa agora a ser recomendada a administração universal da vacina contra a covid-19 aos jovens entre os 12 e os 15 anos. David Sousa, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) considera que esta medida contribui para um ano letivo “com mais tranquilidade.

“[A medida] vem dar um contributo importante para a necessidade – que é urgente – de conseguirmos fazer um ano letivo 2021/22 todo em ensino presencial. O que aconteceu no ano letivo, que agora terminou, e no ano letivo anterior teve consequências muito graves para muitos jovens e crianças e, desse ponto de vista, é de saudar esta decisão”, disse em entrevista à Edição da Tarde da SIC Notícias.

Enquanto a discussão da vacinação dos jovens se fazia entre os especialistas, as escolas têm vindo a preparar um conjunto de medidas para voltar a implementar no início do próximo ano letivo – como o uso de máscara, a desinfeção das mãos e o distanciamento físico. Regras essas que se mantêm mesmo com as vacinas.

Nós não vamos baixar os braços, vamos continuar. Até porque são as orientações que têm sido divulgadas. A vacina é uma ajuda, mas a vacina não resolve os problemas todos”, sublinha o vice-presidente da ANDAEP.

David Sousa considera que o facto dos alunos não estarem todos vacinados antes do início do ano letivo não irá condicionar o regresso às aulas e destaca a importância de continuar com os testes de professores, funcionários e alunos como forma de complementar a prevenção.

“Para o objetivo de termos um ano letivo sem interrupções, com o ensino presencial, tem de haver uma complementaridade de medidas: a vacinação é uma medida muito importante, mas a testagem não pode ser esquecida. Nós temos de manter testagens periódicas dentro das escolas, quer a professores, funcionários e alunos também”, disse

Lembrou ainda que as testagens regulares feitas nas escolas, no ano letivo passado, “permitiram perceber que as escolas não eram focos de transmissão da pandemia” e defende que deverá ser uma prática a manter-se.

O vice-presidente da ANDAEP lembra ainda que o ensino à distância tem um elevado impacto nos alunos, principalmente nos mais novos e nos mais fragilizados.

“A paragem das escolas, os alunos em casa e o ensino à distância afeta aqueles que já estavam mais fragilizados. Há aprendizagens e competências – nomeadamente ao nível do primeiro ciclo – que os alunos precisam de adquirir numa determinada faixa etária e, se não as adquirirem, é muito mais difícil e vai dar muito mais trabalho conseguir recuperar estas crianças e jovens para uma aprendizagem no futuro”, explica.

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