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Covid-19: os alertas e as consequências do negacionismo

Debate SIC Notícias

Presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo e investigadora em Psicologia do Terrorismo da Universidade do Porto em debate na SIC Notícias. 

As últimas semanas têm sido marcadas por casos de insultos e ameaças de movimentos negacionistas da covid-19. O grupo anti-vacinas promete ações para o dia das autárquicas.

António Nunes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, e Cátia Moreira de Carvalho, investigadora em Psicologia do Terrorismo na Universidade do Porto, em debate na SIC Notícias sobre as consequências e os níveis de alerta.

"Inaceitável que se tolere manifestações antidemocráticas"

António Nunes realça que os momentos negacionistas não são novos e que podem ser "penetrados por ultrarradicais".

Lembra que alguns acabam num tom agressivo, exemplificando os casos de insultos ao vice-almirante Henrique Gouveia e Melo à chegada a um centro de vacinação contra a covid-19, em agosto, e às ameaças recentes ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

"É inaceitável que se tolere manifestações antidemocráticas", afirma o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

"Não entendo que alguém que não cumpre as regras da democracia possa levar a que a comunicação social tenha que se autocensurar para não lhe dar palco", diz ainda.

Ameaças e insultos a Ferro Rodrigues

Durante vários minutos, Ferro Rodrigues, a segunda figura do Estado, acompanhado pela mulher, foi ameaçado por um grupo de manifestantes negacionistas que se concentravam em frente ao Parlamento a favor de Rui Fonseca e Castro, o juiz negacionista, entretanto suspenso de funções pelo Conselho Superior da Magistratura.

Uma das manifestantes, de megafone em punho, ameaçou ainda o restaurante onde o casal se encontrava, prometendo que "nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz".

Ameaça "não é tão grande como tem sido veiculado"

Já Cátia Moreira de Carvalho acredita que a ameaça destes movimentos "não é tão grande como tem sido veiculado".

"Assim que o período de mediatização termina, a predisposição para a violência ou para atos mais agressivos cessa", diz.

A investigadora em Psicologia do Terrorismo na Universidade do Porto defende a implementação de esforços para travar estes movimentos e diz que as forças de segurança têm de mostrar que as instituições funcionais "para devolver confiança à população geral".

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