Mário Silvestre, comandante nacional de emergência e proteção civil, admite que há zonas em que a eletricidade e as comunicações vão demorar algum tempo a ser repostas. O responsável considera que as autoridades responderam "de forma adequada" à depressão Kistin.
Em entrevista na SIC Notícias, Mário Silvestre adianta que o maior constrangimento neste momento é a reposição da capacidade de energia elétrica e comunicações, sobretudo na região de Leiria.
A abertura de acessos e desobstrução de zonas está a decorrer "a uma velocidade muito boa", uma vez que há zonas "praticamente recuperadas", acrescenta.
O comandante defende que as autoridades responderam "de forma adequada" ao temporal. E especifica que a coordenação entre a Proteção Civil, os bombeiros, a força de segurança e autarquias "está a funcionar da maneira que devia", apesar de algumas "dificuldades de comunicações".
"Em relação à capacidade de resposta, a depressão revelou que temos um sistema treinado e coeso", afirma na SIC Notícias.
As operadoras estão a fazer um "esforço incrível" para repor a normalidade, priorizando algumas zonas que ficaram "completamente destruídas", contudo, há regiões que vão "levar algum tempo".
Questionado sobre a atuação do SIRESP, considera que tem tido uma "resiliência significativa", embora reconheça "falhas pontuais".
De acordo com o comandante nacional de emergência e proteção civil, até esta quinta-feira à noite, houve 8.173 ocorrências registadas, devido à depressão, com 2.7563 operacionais envolvidos nas operações
