Meteorologia

Proteção Civil ativa Plano Nacional de Emergência perante nova ameaça meteorológica

A decisão foi tomada pela Comissão Nacional de Proteção Civil, presidida pela ministra Maria Lúcia Amaral, face à elevada precipitação esperada e aos impactos hidrológicos previstos. O Governo prolongou a situação de calamidade até 8 de fevereiro.

Proteção Civil ativa Plano Nacional de Emergência perante nova ameaça meteorológica
CARLOS BARROSO

O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi este domingo ativado no território nacional, devido à previsão de "agravamento do cenário de risco para pessoas e bens" nos próximos dias, após a destruição causada pela depressão Kristin.

A ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC) foi aprovada por unanimidade na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, refere um comunicado da CNPC.

Esta decisão, prende-se com a "elevada precipitação esperada e seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações (...), efeitos [que] incidem de forma cumulativa sobre um território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin", refere o comunicado.

"Com a ativação do PNEPC ficam preventivamente garantidos mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional", indicou a CNPC, destacando "em particular, o estabelecimento de um fluxo de informação ininterrupto entre todas as áreas governativas e as entidades envolvidas, em apoio à direção do plano", que será assumida pela ministra.

A CNPC precisou também que "os mecanismos previstos no PNEPC serão acionados de forma gradual e flexível, em função da evolução da situação e sempre que tal se revele necessário, com o objetivo de assegurar uma resposta eficaz e articulada à situação de risco".

Segundo a Comissão Nacional de Proteção Civil, órgão de coordenação política em matéria de proteção civil, na reunião "participaram os responsáveis das várias entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil", que não fizeram declarações à comunicação social, e "os trabalhos centraram-se na análise da situação hidrometeorológica adversa e na avaliação da sua evolução previsível".

Com LUSA