Mundo

“Ouvi crianças a gritar e vi partes de corpos”. Os relatos do sofrimento em Beirute

Hussein Malla

As equipas de resgate internacionais começam a chegar às ruas de Beirute.

O último balanço dá conta de pelo menos 154 mortes e mais de cinco mil feridos na sequência das explosões de terça-feira em Beirute, no Líbano. Há também dezenas de pessoas desaparecidas, mas a probabilidade de encontrar sobreviventes debaixo das toneladas de escombros é ínfima.

Cenário devastador

É no cenário pós-apocalíptico, em que se transformou o porto de Beirute, que as equipas de resgate libanesas e internacionais tentam descobrir pequenos milagres.

A Sky News acompanhou a primeira ação numa cidade destruída.

Libaneses saem à rua para reerguer a cidade

Perante a falta de respostas do Estado, os libaneses assumiram a missão de limpar as ruas e dar apoio a quem mais precisa.

As Nações Unidas pedem ajuda internacional para fazer frente às consequências de um acidente que destruiu metade de Beirute e deixou 300 mil pessoas sem teto.

Presidente libanês fala em hipótese de míssil ou bomba

O Presidente libanês, Michel Aoun, afirmou esta sexta-feira que a explosão no porto de Beirute se deverá "a negligência ou a ação externa", evocando a hipótese "de um míssil", mas recusou uma investigação internacional ao sucedido.

O chefe de Estado, 85 anos, adiantou ter pedido na quinta-feira "pessoalmente" ao Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu no palácio presidencial, "para fornecer imagens aéreas para que se possa determinar se havia aviões no espaço (aéreo) ou mísseis" na altura da explosão na terça-feira.

País em protesto

Para este sábado está marcado mais protesto contra as elites políticas e o Governo. A corrupção que têm minado o Líbano revela-se agora demasiado insuportável.

A tragédia atingiu o país que vive uma crise económica séria - marcada por uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, hiperinflação, despedimentos em massa -, agravada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou as autoridades a confinarem a população durante três meses.

Veja também: