A NATO iniciou o planeamento de uma missão destinada a reforçar a segurança no Ártico, disse esta terça-feira, um porta-voz da Aliança.
"O planeamento para uma atividade de vigilância reforçada da NATO, denominada Sentinela do Ártico, já começou", indicou o coronel Martin O'Donnell, porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).
O'Donnell salientou que a iniciativa "vai reforçar ainda mais a presença da NATO no Ártico e no Alto Norte", sem adiantar pormenores sobre o alcance ou os meios envolvidos.
A missão, inspirada em operações lançadas no mar Báltico e na frente oriental da Aliança, é uma das opções em análise para reforçar a segurança no Ártico, região de crescente importância estratégica.
O reforço da presença da NATO surgiu depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter manifestado a intenção de anexar a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca e membro da Aliança Atlântica, tendo posteriormente afastado a hipótese de recorrer à força.
As declarações de Trump sobre a Gronelândia desencadearam uma das mais graves crises internas da NATO desde a fundação, em 1949.
O Presidente norte-americano afirmou, entretanto, ter desenvolvido uma estrutura para um entendimento com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, sem que tenham sido divulgados pormenores concretos.
