País

Entre janeiro e junho registou-se o número mais baixo de incêndios dos últimos quatro anos

LUÍS FORRA

A diminuição pode ser explicada pelo confinamento obrigatório.

Desde o início do ano registaram-se 2.037 incêndios, o número mais baixo dos últimos quatro anos.

Destes fogos, quase 58% aconteceram por negligência e mais de 11% foram intencionais, avança o Jornal de Notícias.

As detenções por suspeita de fogo posto também diminuíram, a GNR deteve 19 pessoas até ao final de junho.

A quebra nos números pode ser explicada pelo confinamento obrigatório.

GNR utiliza drones na vigilância das florestas e deteção de incêndios

A GNR está a utilizar drones para vigiar as florestas. O novo sistema vem reforçar o patrulhamento durante a fase mais crítica dos incêndios em Portugal.

ALCAFAZ EM ÁGUEDA É CONSIDERADA UM EXEMPLO DE ALDEIA SEGURA CONTRA INCÊNDIOS

Para que o fogo não volte a entrar na aldeia, os habitantes decidiram antecipar-se e trabalhar para estarem sempre protegidos. Propuseram medidas concretas à câmara de Águeda, que realizou os trabalhos.

As quatro mangueiras de 100 metros cada chegam a todas as casas da aldeia, e o tanque que as abastece tem mil litros de água. Há ainda dois oficiais de segurança e um ponto de encontro onde todos devem abrigar-se em caso de fogo.

PRIMEIRO-MINISTRO AVISA QUE PORTUGAL VAI ENFRENTAR PERÍODO DIFÍCIL DE INCÊNDIOS E PEDE PREVENÇÃO

O primeiro-ministro advertiu a semana passada que o país está a entrar na fase mais crítica de risco de incêndios e que se exige o máximo de prevenção, embora defenda que o sistema de combate esteja reforçado e mais profissionalizado.

Estes avisos foram transmitidos por António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter, após ter participado numa reunião de acompanhamento e monitorização sobre prevenção e combate a fogos florestais, com responsáveis da AGIF (Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais) e membros do seu Governo.