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Mais 16 cães retirados de casa devoluta sem condições em Valongo

Mais 16 cães retirados de casa devoluta sem condições em Valongo

Terá sido a dona do canil atingido pelo incêndio a colocar lá os cães. Centenas de pessoas manifestam-se à porta da casa da proprietária do abrigo.

Vários populares e associções animais juntaram-se esta segunda-feira em frente à casa da proprietária do canil de Santo Tirso, que foi atingido pelo incêndio que deflagrou no concelho de Valongo este fim de semana.

Durante a tarde, foram retirados 16 cães de uma casa devoluta sem condições de higiene, que terão sido colocados pela dona de um dos canis atingidos pelo incêndio. Foram levados agora para a associação Cerca de Vila do Conde.

Neste momento, cerca de 200 pessoas ainda estão no local, a exigir a retirada de todos os animais que estão sob a sua custódia.

Há poucos minutos, a GNR e o veterinário municipal entraram na habitação para retirar mais quatro cães e dez gatos. Os animais estão a ser encaminhados para associações.

ABRIGOS DE ANIMAIS ERAM ILEGAIS

Os dois abrigos de Santo Tirso eram ilegais e já tinham sido alvo de "contraordenações e vistorias" de "várias entidades fiscalizadoras", revelou hoje o Ministério da Agricultura.

"Os dois abrigos não têm qualquer registo na DGAV [Direção Geral de Alimentação e Veterinária] , conforme dispõe o decreto-lei 276/2001", diz a tutela, numa nota de imprensa, relativamente aos abrigos em Santo Tirso, no distrito do Porto, onde morreram 54 animais e 190 foram recolhidos.

O Ministério, que está e vai "acompanhar a situação" para "apuramento dos factos", alerta que a DGAV "tem acompanhado vistorias conjuntas" ao local onde antes do incêndio deste fim de semana já tinha "decorrido a instrução de vários processos de contraordenação instaurados pelas várias entidades fiscalizadoras".