País

Deputadas e ativistas ameaçados por grupos de extrema-direita estão sob proteção policial

Ministério Público já instaurou um inquérito-crime às ameaças feitas por e-mail.

As 10 pessoas que foram alvo de ameças de morte por email já estão sob proteção policial. Três deputadas e sete ativistas receberam uma ameaça que estabelecia um prazo de 48 horas para abandonarem o país.

Na mensagem eletrónica referiam que se o prazo fosse ultrapassado "medidas seriam tomadas contra estes dirigentes e os seus familiares, de forma a garantir a segurança do povo português", e que "o mês de agosto será o mês do reerguer nacionalista".

O e-mail foi assinado pela Nova Resistência Nacional, um movimento anónimo que a 7 de agosto se manifestou junto à sede da SOS Racismo com roupas pretas e tochas na mão.

As autoridades estão a investigar este novo movimento neonazi alegadamente responsável pelas ameaças e o Ministério Público já instaurou um inquérito-crime.

A CARTA DIRIGIDA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E AO PRIMEIRO-MINISTRO

Trinta e quatro grupos associações e coletivos de afrodescentes e ciganos escreveram uma carta aberta ao Presidente da República e ao primeiro-ministro, onde criticam a falta de uma posição política perante os mais recentes acontecimentos, incluindo a morte do ator Bruno Candé.

Pedem aos responsáveis políticos que combatam o racismo e o crescimento da extrema direita em Portugal e que demonstrem solidariedade para com as vítimas de ataques raciais.