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Caso Valentina. Pai e madrasta acusados de homicídio qualificado

Estão em prisão preventiva desde maio.

O pai e a madrasta de Valentina, a menina encontrada morta a 10 de maio em Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, foram acusados esta terça-feira pelo Ministério Público de homicídio qualificado, profanação de cadáver e simulação de sinais de perigo.

O Ministério Público conclui que a menor foi agredida durante 12 horas antes de morrer.

Os dois estão em prisão preventiva desde maio, altura em que foram detidos, depois do corpo de Valentina ter sido encontrado ao quarto dia de buscas.

VALENTINA DESAPARECEU A 7 MAIO

Ao início da noite as autoridades receberam o alerta de que uma criança de 9 anos estava desaparecida na freguesia de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche (Leiria).

Nos dias seguintes, as buscas prosseguiram e a população chegou a ajudar as autoridades e procurou pela criança nas redondezas. Equipas cinotécnicas e drones sobrevoaram a zona de Atouguia da Baleia na tentativa de encontrarem alguma pisca.

Ao quarto dia de buscas, o corpo de Valentina foi encontrado. Nesse mesmo dia, o pai e a madrasta da criança foram detidos.

AUTÓPSIA A VALENTINA REVELA LESÕES NA CABEÇA E INDÍCIOS DE ASFIXIA

Os resultados preliminares da autópsia ao corpo de Valentina revelaram indícios de asfixia e várias lesões no corpo da criança.

As marcas encontradas no corpo da criança terão sido provocadas por uma única agressão, ainda na manhã de quarta-feira. Contudo, ao que a SIC apurou, o corpo só foi transportado para o terreno a seis quilómetros de casa durante a noite.

Os primeiros resultados da autópsia apontam também para indícios de asfixia, uma conclusão preliminar que afasta a hipótese de acidente e dá força à suspeita de homicídio.

PAI DE VALENTINA CONFESSA O CRIME EM TRIBUNAL

Ouvido no dia 13 de maio em tribunal, o pai de Valentina contou que desconfiava que a filha estaria a ser vítima de abusos sexuais, razão pela qual lhe bateu, tentando arrancar uma confissão forçada.

Sandro Bernardo negou, contudo, a intenção de matar a filha, mas admite que a menina morreu depois de ter sido agredida violentamente pelo próprio.

Também ouvido pelo juiz de instrução do Tribunal de Leiria foi o filho da madrasta, de 12 anos, que viu a menina agonizar no sofá durante horas e depois a mãe e o padrasto a transportarem a criança à noite para fora de casa. Diz que foi proibido pelo casal de contar a verdade.

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