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Caso SEF. “Chocou-me que o ministro tenha optado por se vitimizar”

A análise de Rui Gustavo, do jornal Expresso.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai ser ouvido na próxima terça-feira no Parlamento, em Lisboa, por causa da morte do ucraniano Ihor Homeniúk nas instalações de acolhimento temporário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no Aeroporto de Lisboa. Nove meses depois, o Estado decidiu indemnizar a família do cidadão.

Rui Gustavo diz-se chocado pelo ministro ter “optado por se vitimizar”, ao dizer que é o único que esteve sempre atento desde o início do caso, negando que tenha havido qualquer indiferença da parte da comunicação social por esta história.

“O ministro está a tentar salvar a pele politicamente porque tem responsabilidade direta na atuação do SEF e dos inspetores”, sublinha, acrescentando que “a responsabilidade não acaba na diretora do SEF”.

O jornalista do Expresso afirma ainda que este não se trata de um caso isolado de três inspetores que perderam a cabeça, e recorda o relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna que aponta o envolvimento de mais pessoas. Diz, por isso, que “não se pode falar de uma questão isolada, mas de uma tentativa de encobrimento”.

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