País

Vigilância no centro do SEF. “Denunciámos várias vezes, mas os sindicatos não são levados a sério”

O presidente do Sindicato da Carreira de Inspeção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Acácio Pereira, em entrevista à SIC Notícias.

O caso de Ihor Homeniúk - que morreu no aeroporto de Lisboa - veio revelar várias fragilidades na forma como são retidos e tratados os imigrantes que são impedidos de entrar em território nacional. A SIC confirmou que há pelo menos quatro meses que a vigilância permanente do centro de instalação temporária do SEF, no aeroporto de Lisboa, está nas mãos de empresas privadas.

Em entrevista à SIC Notícias, o presidente do Sindicato da Carreira de Inspeção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Acácio Pereira, revela que a segurança neste centro do SEF é feita por empresas privadas há mais de 10 anos. Afirma ainda que a situação tem sido reportada ao longo dos anos, mas que “os sindicatos não são levados a sério”.

“Não pode haver virgens ofendidas neste processo, porque a própria Inspeção-Geral da Administração Interna e a Provedoria de Justiça têm feito inspeções a este centro e têm percebido que a segurança privada presta lá serviço”, acrescentou.

Acácio Pereira afirma ainda que o SEF sempre viveu um défice de meios, quer humanos quer materiais. Defende, por isso, que o serviço deve ser mantido como está, a nível de competências, mas que devem ser melhorados os meios ao seu dispor.

“O SEF necessita de ser reformado por dentro, melhorado, mas qualquer reforma não pode ser feita sob pressão, tem de ser ponderada, estudada e explicada às pessoas”, concluiu.