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Novo Banco. Vieira nega ter apenas uma casa para palheiro

Presidente do Benfica não revela o património pessoal.

O presidente da Promovalor, Luís Filipe Vieira, está esta segunda-feira à tarde a ser ouvido na Comissão Parlamentar de inquérito ao Novo Banco, no âmbito das audições que os deputados estão a fazer aos grandes devedores do banco.

Na comissão parlamentar de inquérito, o também presidente do Benfica não quis revelar o património pessoal, mas negou ter apenas uma casa para palheiro.

De acordo com dois relatórios de auditoria da PwC e da EY posteriores à resolução do BES que analisaram as exposições a grandes devedores, a Promovalor devia 304 e 487 milhões de euros, respetivamente, sendo a diferença atribuível ao perímetro de análise dos grupos.

No âmbito da comissão de inquérito, e relacionado com a dívida da Promovalor ao Novo Banco, já foi ouvido Nuno Gaioso Ribeiro, gestor da C2 Capital Partners, empresa que comprou créditos em dívida da empresa de Vieira ao Novo Banco.

Para a gestão da dívida da empresa do presidente do Benfica foi constituído um fundo denominado Fundo de Investimento Alternativo Especializado em novembro de 2017, tendo sido "adquiridos ao Novo Banco 133,9 milhões de euros de créditos" e também "reestruturados pelo Novo Banco (isto é, mantiveram-se no balanço do banco) financiamentos existentes de 85,8 milhões de euros, perfazendo a operação o montante total de 219,7 milhões de euros", segundo o gestor.