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Ativistas receiam regressar à Rússia depois de Lisboa ter enviado dados privados à embaixada

A Câmara Municipal de Lisboa enviou os dados pessoais de três ativistas para a Embaixada russa.

A Câmara Municipal de Lisboa enviou às autoridades russas dados pessoais de três ativistas russos que organizaram uma manifestação contra a prisão de Alexei Navalny, o principal opositor ao regime de Vladimir Putin, na capital portuguesa.

No mês de janeiro, quando Navalny foi preso, várias cidades da Rússia foram palco de manifestações em solidariedade com o opositor do regime. Os protestos foram reprimidos pela polícia e três mil pessoas acabaram detida.

O protesto espalhou-se a vários países e, à semelhança do que acontecia em várias capitais europeias, Lisboa também foi palco de uma manifestação contra a prisão de Navalny em frente à embaixada russa.

Os organizadores da ação – três ativistas russos, dois deles também com nacionalidade portuguesa – seguiram a lei e enviaram os seus dados à Câmara Municipal. Foram estes os dados privados – que incluem números de cartão de cidadão e morada dos ativistas – que foram enviados para a embaixada.

Quando se aperceberam do que a autarquia tinha feito, os ativistas apresentaram uma reclamação pedido que os seus dados fossem apagados. Os ativistas vivem agora na dúvida se podem voltar à Rússia. Afirmam ainda que vão apresentar uma queixa na justiça contra a Câmara Municipal.

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