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O "esquema ardiloso" de Vieira e do "Rei dos Frangos" que custou 45 milhões ao fundo de resolução

Desde a dívida da Imosteps ao Novo Banco à venda das ações por um euro.

O Ministério Público diz que Luís Filipe Vieira, o filho e o sócio José António dos Santos – mais conhecido como "Rei dos Frangos" – prejudicaram o Estado e o Novo Banco em vários negócios. Num deles, o presidente do Benfica terá conseguido comprar a dívida que tinha no Novo Banco por um sexto do seu valor.

Terá sido um "esquema ardiloso", diz o Ministério Público. A Imosteps, uma sociedade que estava nas mãos de Luís Filipe Vieira, tinha uma dívida superior a 54 milhões de euros ao Novo Banco que foi dada como perdida. Lá dentro estava um património imobiliário valioso no Brasil, que o presidente do Benfica e o filho queriam recuperar.

Como não podia dar a cara pela compra da própria dívida, Vieira terá poso o amigo José António dos Santos à frente de um fundo de investimento que criou, mas o negócio foi recusado pelo fundo de resolução quando se percebeu a relação do empresário com o presidente do Benfica.

A dívida da Imosteps acabou vendida a um fundo abutre americano – que se dedica a liquidar empresas – mas Luís Filipe Vieira não desistiu. Foi criada uma nova empresa, também com dinheiro do "Rei dos Frangos", que comprou os créditos da Imosteps aos americanos por nove milhões de euros – um sexto do valor que a Imosteps devia ao Novo banco.

Grande parte das perdas geradas por este negócio – que somam 45 milhões de euros – foram assumidas pelos dinheiros públicos do fundo de resolução.

Vieira, que era sócio da Imosteps vendeu por um euro todas as ações ao amigo José António dos Santos, conseguindo ver-se livre da dívida à banca e ainda ver-lhe devolvidas as cinco livranças que tinha dado como garantia pessoal

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