País

Marcelo e Costa invertem papéis: "O Presidente está mais otimista. O primeiro-ministro é mais prudente"

Paulo Baldaia

Paulo Baldaia

Comentador SIC Notícias

Paulo Baldaia analisa as medidas anunciadas por António Costa.

António Costa anunciou, esta quinta-feira, um novo plano de reabertura do país e as novas medidas, que entram em vigor a partir de dia 1 de agosto. Paulo Baldaia, comentador da SIC Notícias, considera que esta “nova narrativa” – como lhe chamou Marcelo Rebelo de Sousa – traz mais “esperança.

“Há mais esperança. Há um anúncio de uma libertação que é feita gradualmente. Diria que, como o Presidente da República salientou quando houve a reunião do Infarmed, que o Presidente da República está mais otimista que o primeiro-ministro. O primeiro-ministro é mais prudente”, afirma o comentador sublinhando que se “inverteram os papéis”.

Sobre as medidas que foram anunciadas, Paulo Baldaia considera que “os portugueses estão mais aliviados e já conseguem ver uma luz ao fundo do túnel”. Apesar de terminarem uma série de restrições já a partir de agosto, as principais medidas de alívio estão previstas para o final do verão.

“Sabemos que vamos passar o verão com algumas restrições que são obrigatórias – designadamente aquelas de proteção individual que têm a ver com o uso da máscara, o distanciamento e com a lotação de restaurantes, etc. –, mas há claramente, a partir de domingo, uma mudança que começa a ser uma aproximação ao normal que tínhamos antes da pandemia.”

O setor dos bares e discotecas continuará fechado até outubro, data em que o Governo prevê atingir os 85% de vacinação. Este setor é um dos mais afetados, estando de portas encerradas desde o início da pandemia. Baldaia defende que é preciso o Estado apoiar estes empresários para evitar que as empresas não sobrevivam.

“A questão é de saber como é que o Governo vai ajudar estes empresários. Porque se os impede de trabalhar, o Estado tem obrigação de ajudar esses empresários a passar este tempo para poderem, quando chegar ao momento da reabertura e estar com capacidade financeira para o fazer”, afirma.

No que toca à vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos, Paulo Baldaia sublinha que a decisão da Direção-Geral de Saúde “está por dias”.

“Os especialistas dividem-se nesta matéria, mas tudo aponta que a DGS vai mesmo aconselhar a vacinação para maiores de 12 anos”, avança, sublinhando que, nestes casos, a decisão de vacinação vai ficar nas mãos dos pais.

CONHEÇA TODAS AS MEDIDAS ANUNCIADAS PELO PRIMEIRO-MINISTRO

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