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Caso BPP: tribunal exige regresso de Paulo Guichard e retira passaportes a outros dois arguidos

Depois de João Rendeiro, a juíza entende que existem indícios de perigo de fuga no caso de outros arguidos.

João Rendeiro foi alvo de um segundo mandado de detenção. O tribunal quer que o braço direito do antigo banqueiro, Paulo Guichard, se apresenta também perante a Justiça portuguesa. A juíza decidiu retirar o passaporte a dois outros arguidos, por existir risco de fuga.

Este segundo mandado de detenção internacional emitido para João Rendeiro diz respeito a uma condenação de cinco anos e oito meses, que já transitou em julgado. O primeiro, que tinha sido emitido na passada quarta-feira, dizia respeito a um outro processo, no qual o ex-banqueiro foi condenado a dez anos de prisão efetiva.

Rendei assumiu, num blog pessoa, que fugiu do país e a juíza Tânia Loureiro Gomes entende que existem indícios de perigo de fuga no caso de outros arguidos.

Um despacho datado de 1 de outubro determinou que o braço direito de Rendeiro – Paulo Guichard, que vive atualmente no Brasil – se apresente em tribunal no prazo de uma semana, para alteração das medidas de coação. O mandado de condução a prisão ainda não foi emitido, uma vez que o ex-administrador do BPP tem ainda uma reclamação pendente.

Os arguidos Fernando Lima e Fezas Vital – ambos já condenados – estão também proibidos de se ausentarem do país, tendo sido obrigados a entregar os passaportes. A juíza decidiu que Mário Silva pague uma caução de 20 mil euros.

As autoridades portuguesas acreditam que a fuga de João Rendeiro foi preparada durante meses. Enquanto o ex-banqueiro estará no Belize – um país sem acordo de cooperação com Portugal – a mulher encontrava-se, esta sexta-feira, em Portugal, na casa da Quinta do Patino, em Cascais. Foi já notificada pela GNR do primeiro mandado de detenção de Rendeiro.

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