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Acidente com carro de Cabrita: uma hora depois a ambulância ainda não tinha chegado

O que diz o processo do acidente com o carro do ex-ministro, que resultou na morte de uma pessoa.  

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A SIC consultou o processo do acidente que envolveu o carro do ex-ministro Eduardo Cabrita.

Tanto o motorista como o ex-ministro aperceberam-se da vítima a atravessar a estrada. O motorista travou e terá virado para a direita. Já o trabalhador hesitou e depois tentou fugir em direção ao separador central.

No depoimento por escrito que deu ao processo, apenas quatro meses depois do acidente, Eduardo Cabrita afirmou que não viu a carrinha de sinalização dos trabalhos.

O jornalista Bruno de Castro Ferreira dá a conhecer os detalhes do processo, como uma hora depois do acidente a ambulância não tinha chegado e que a vítima foi assistida por três ambulâncias que passavam.

Advogados de família da vítima e de motorista querem responsabilizar o Estado

Os advogados da família da vítima e do motorista de Eduardo Cabrita vão pedir a abertura da instrução do processo, com o objetivo de responsabilizar criminalmente o Estado, na pessoa do ex-ministro da Administração Interna.

Diz o Código da Estrada que, quando vai um ministro do banco de trás e o veículo segue em serviço urgente de interesse público, há regras de trânsito que podem ser quebradas. Quando isso acontece, é "a entidade com competência de direção, tutela ou superintendência sobre o condutor" que tem de responder.

Os advogados da família da vítima e do motorista de Eduardo Cabrita entendem que é o Estado, na pessoa do ex-ministro Eduardo Cabrita, quem tem de responder pelo atropelamento de Nuno Santos, na A6.

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