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"Era claro que as condições políticas de Marta Temido tinham terminado"

Opinião

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"O perfil do próximo ministro da Saúde tem de ser de alguém que o sistema reconheça como sendo de grande competência, que não suscita dúvidas", sublinha o comentador da SIC, Tiago Correia.

O comentador da SIC, Tiago Correia, diz que quem suceder a Marta Temido vai herdar vários problemas legislativos e que terá de ser uma pessoa em quem a população confie de imediato. O professor de Saúde Internacional considera que era claro que a ministra teria de sair, mais cedo ou mais tarde.


Tiago Correia diz que o desgaste da responsável pela pasta da Saúde era evidente: “Era absolutamente claro que ou por decisão da ministra, ou por decisão do primeiro-ministro, Marta Temido iria mais cedo ou mais tarde ter que sair de funções porque a pressão estava a ser demasiado forte. Não vejo com nenhuma surpresa o facto desta decisão ter sido tomada".

O comentador da SIC sublinha o facto do setor estar sob grande pressão, muito associada a Marta Temido. “Qualquer acontecimento que tivesse lugar num hospital em concreto, numa situação em concreto, era culpa da ministra. E quando vamos sentindo estes sinais, fica muito claro que mais cedo ou mais tarde o desgaste é muito grande”, defende Tiago Correia.

Dificuldades na sucessão

Encontrar alguém que suceda a Marta Temido será um grande desafio para António Costa, realça Tiago Correia, numa altura em que o próprio Governo já o admitiu.

Uma fonte próxima do primeiro-ministro adiantou à agência Lusa que a substituição da ministra da Saúde “não será rápida” e que António Gosta gostaria que fosse Marta Temido a concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.

Tiago Correia sublinha as dificuldades em encontrar alguém que queira ocupar o cargo neste momento: “O primeiro-ministro neste momento tem que encontrar alguém que esteja disponível para entrar em funções neste ambiente tenso”.

Entre encontrar alguém que represente um opção de continuidade ou um escolha que represente uma alternativa, o comentador pensa que “virá uma mudança significativa”.

Em qualquer dos casos, na opinião de Tiago Correia, os próximos meses serão de difícil governação na pasta da Saúde.

“O perfil do próximo ministro da Saúde tem de ser de alguém que o sistema reconheça como sendo de grande competência, que não suscita dúvidas, e que pelo menos tenha este capital imediato para poder mexer nestas peças legislativas fundamentais e conseguir governar, mas garantidamente nos próximos seis meses, o ministro da Saúde não vai conseguir tomar decisões de fundo porque vai ter de resolver todos os processos que ainda estão em curso”.

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