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Trabalho de Marta Temido aplaudido mas ministra "devia ter saído antes"

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Esta é a reação de alguns portugueses entrevistados pela SIC, que reconhecem o trabalho desenvolvido por Marta Temido durante a pandemia.

A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou a demissão, esta terça-feira, a meio de um processo negocial com os sindicatos, a poucos dias de uma nova fase da vacinação contra a covid-19 e numa altura em que o SNS está a recuperar as consultas, rastreios e cirurgias.

Viu a sua popularidade em alta devido ao combate à pandemia, mas a sua relação com os profissionais de saúde ficou marcada por tensões que começaram logo após assumir funções.

Em outubro de 2018, substituindo Adalberto Campos Fernandes no cargo, Marta Temido enfrentou uma greve dos enfermeiros que reivindicavam a valorização da carreira e que levou ao cancelamento de milhares de cirurgias programadas nos principais hospitais do país. Poucos meses depois, em fevereiro de 2019, os enfermeiros voltaram a paralisar numa segunda "greve cirúrgica".

No ano seguinte, em março de 2020, os primeiros casos de covid-19 foram confirmados em Portugal e, desde então, o Ministério da Saúde assumiu um protagonismo no combate à pandemia, que catapultou Marta Temido para um nível de notoriedade pouco comum em titulares desta pasta.

É desta fase que os portugueses, entrevistados pela SIC, se recordam. Aplaudem o trabalho da ministra da Saúde durante o período da pandemia, mas, ainda assim, dizem que Marta Temido já não tinha como continuar no cargo e há até quem defenda que já devia ter saído antes.

O primeiro-ministro, António Costa, admite que o caso da grávida que morreu tenha sido "a gota de água" para Marta Temido. Agradeceu o "trabalho feito" e diz respeitar "a decisão que tomou".

Quanto ao sucessor ou sucessor, o primeiro-ministro confirmou que "não será rápido" devido à agenda preenchida que tem para os próximos dias. E quanto a nomes? "Ainda não pensei, não estava a contar com esta mudança", respondeu o chefe do Governo.

António Costa vincou, aliás, que quer que seja ainda Marta Temido a apresentar no Conselho de Ministros a regulamentação do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A demissão constitui a primeira baixa de peso no XXIII Governo Constitucional, que tomou posse há exatamente cinco meses, em 30 de março. Marta Temido apresentou a demissão, de madrugada, por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo.

Iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018 e este no cargo durante os três últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.

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