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Possível coligação PSD-Chega? Montenegro continua sem uma resposta inequívoca

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O líder do PSD diz que um acordo com o partido de André Ventura não é um assunto com "atualidade".

Luís Montenegro recusa-se a responder se a coligação de direita em Itália pode ser reproduzida em Portugal. O líder do PSD rejeita qualquer aproximação a André Ventura, mas o posicionamento do PSD em relação ao Chega nem sempre tem sido claro e inequívoco.

Para Montenegro, uma possível coligação com o Chega não é um tema para responder agora. Prefere chutar o assunto para 2026, quando, mais uma vez, podia arrumar a questão com uma resposta inequívoca.

Esta posição permite que André Ventura se pendure, o mais possível, numa atualidade conveniente. Com o resultado das eleições em Itália, o líder do Chega sublinha que é preciso ultrapassar os cordões sanitários.

Montenegro já disse que não aceita lições de quem o acusa de normalizar a extrema-direita. Nem de quem vê no apoio à eleição de um vice-presidente do Chega no parlamento um sinal da aproximação a Ventura.

O Chega foi sempre uma pedra no caminho do PSD de Rio, que esperou pelo último dia de campanha para as legislativas para admitir uma geringonça à direita. Quando entrou na corrida à liderança, Montenegro também podia ter decidido fazer diferente – principalmente quando viu que a ambiguidade de Rio em relação ao Chega não correu bem ao PSD. No primeiro momento optou por jogar na zona cinzenta.

Acabaria mais tarde por traçar uma linha vermelha, não propriamente ao Chega, mas à hipótese de abdicar dos valores inscritos no ADN do PSD. Um muro que Rio também levantou, mas que não o impediu de assinar um acordo nos Açores. Só no congresso em que chegou à liderança é que Montenegro procurou arrumar o assunto de forma mais clara.

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