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Santos Silva agradece a Jerónimo de Sousa pela "dedicação de décadas à vida parlamentar"

Santos Silva agradece a Jerónimo de Sousa pela "dedicação de décadas à vida parlamentar"
Twitter/Augusto Santos Silva

O ex-secretário-geral do PCP apresentou esta terça-feira a renúncia ao mandato de deputado à Assembleia da República.

O presidente da Assembleia da República agradeceu esta terça-feira ao secretário-geral cessante do PCP, Jerónimo de Sousa, a sua "dedicação de décadas à vida parlamentar", após uma reunião de despedida.

"Recebi o Deputado Jerónimo de Sousa que teve a simpatia de despedir-se pessoalmente. Agradeci a sua dedicação de décadas à vida parlamentar e a elevação e simpatia com que sempre se relacionou com os demais deputados", escreveu Augusto Santos Silva na sua conta no Twitter, acompanhando por fotografias do encontro.

Após o anúncio da substituição do secretário-geral comunista no sábado passado, Jerónimo de Sousa apresentou esta terça-feira a renúncia ao mandato de deputado à Assembleia da República.

Jerónimo de Sousa vai ser substituído por Duarte Alves, um dos mais jovens dirigentes do partido. Duarte Alves, de 31 anos, era o número três pelo círculo eleitoral de Lisboa nas últimas eleições legislativas (em que o PCP apenas elegeu dois deputados, Jerónimo de Sousa e Alma Rivera) e vai substituir o secretário-geral cessante.

O economista já foi deputado durante as XIII e XIV legislaturas e ficou conhecido por integrar a comissão de inquérito às perdas do Novo Banco imputadas ao Fundo de Resolução. No parlamento acompanhava matérias como o Orçamento do Estado e finanças, e energia.

Na noite de sábado, o PCP anunciou que Jerónimo de Sousa ia deixar de ser secretário-geral e que Paulo Raimundo, de 46 anos, era o nome proposto para o substituir.

Ao fim de quase 18 anos, Jerónimo de Sousa alegou motivos da saúde para abandonar a meio o último mandato como líder do partido, para o qual foi eleito em novembro de 2020.

Paulo Raimundo, um dos únicos dirigentes que faz parte do Comité Central, da Comissão Política e do Secretariado (é também o mais novo elemento deste órgão), é um conhecido das bases comunistas, mas tem uma presença mediática residual.

A escolha, confirmou o próprio secretário-geral cessante no domingo aos jornalistas, gerou surpresa dentro do Comité Central, mas acabou por ser acolhida pela maioria.

No domingo, em conferência de imprensa para apresentar as conclusões da última reunião do Comité Central, Jerónimo de Sousa também anunciou que iria deixar de ser deputado e admitiu não voltar à Assembleia da República para uma última intervenção.