Artur Girão, presidente do Sindicato de Trabalhadores da AIMA, crê que “terá havido pouco entendimento na mensagem que foi passada" sobre o novo decreto de lei acerca dos pedidos de residência, o que terá causado longas filas à porta da AIMA. No entanto, o problema poderá ter começado há dois anos.
O sistema de marcação e renovação de autorizações de residência online é suficientemente eficaz para dar resposta aos muitos pedidos?
Artur Girão entende que sim e que, até ao momento, tem tido uma “procura muito avultada”.
“Aqui e ali haverá uma ou outra dificuldade, admitimos também que eventualmente alguns utilizadores possam ter alguma dificuldade com as tecnologias, mas tem-se dado algum apoio não só pelas lojas, mas também até para algumas associações de imigrantes”, reconhece.
O dirigente sindical assegura que “todos os tipos de processos de renovação da autorização de residência no âmbito da Lei 23 de 2007 são tratados por ali”.
Mas, se assim é, o que explica as constantes filas em frente aos edifícios da AIMA? O presidente do sindicato garante que “não é algo habitual”.
“Terá havido pouco entendimento na mensagem que foi passada"
Para Artur Girão, provavelmente, “terá havido pouco entendimento na mensagem que foi passada e que terá provocado eventualmente este alarme e as pessoas foram a correr para as lojas”.
O presidente do sindicato constata que essa pressão reflete-se também nos profissionais da AIMA:
“Não escondo que é algo stressante e existe muita pressão. Como calcula, ninguém gosta de ir para o local de trabalho à espera de encontrar esta situação.”
Artur Girão aponta ainda à forma como foi feita a transição do Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a AIMA.
“Foram dois anos muito difíceis. Se a transição tivesse sido feita de outra maneira, se calhar hoje não estaríamos nesta situação. Tivemos muito tempo desde o fim do SEF até à criação da AIMA para preparar as coisas de outra maneira, é o que me parece, e passados estes anos olhando para trás, é uma avaliação que eu faço, que me vincula a mim exclusivamente, como calcula, mas que eu creio que a maior parte dos trabalhadores também farão, porque tivemos tempo a fazer as coisas de outra maneira, criar uma estrutura diferente e desperdiçarmos este tempo com prejuízo para todos, trabalhadores e comunidade de imigrantes”.
